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4 armadilhas da gestão de TI para CIOs

| 8 de julho de 2019

Qualquer gestão de TI está sujeita a cometer erros, isso é um fato. No entanto, é preciso entender que o setor é uma peça-chave para várias decisões do negócio como um todo, trabalhando como um suporte para a criação e aplicação de estratégias.

Por isso, muito mais que qualquer outro departamento, o setor de TI não pode cair em armadilhas corriqueiras. Um trabalho inteligente e preventivo é essencial para a segurança dos dados e de informações privilegiadas.

Para ajudar você a cumprir com todas as responsabilidades da área, superando todas as vulnerabilidades, a seguir, apresentaremos 4 armadilhas comuns que toda gestão de TI precisa evitar. Boa leitura!

1. Trabalhar com processos engessados

Um dos principais erros que uma gestão de TI pode cometer é não desenvolver amplamente as atividades do setor. Essencialmente, a área sempre foi pensada para maximizar os resultados da empresa utilizando recursos tecnológicos.

Ou seja, quando o TI trabalha com processos engessados, basicamente, está indo contra o próprio DNA do setor.

A gestão de TI precisa abordar uma ampla gama de responsabilidades de maneira inteligente, com foco e experiência para resolver rapidamente eventuais problemas. É preciso diminuir ao máximo as complexidades e burocracias favorecendo o fluxo produtivo das equipes.

2. Não estabelecer métricas e objetivos

Se você não sabe aonde quer chegar, não terá como analisar se a jornada foi sendo bem-sucedida. Em qualquer área, projeto ou planejamento é preciso estabelecer métricas e objetivos.

Infelizmente, no setor de TI, alguns gestores têm dificuldades de entender isso ao isolarem a área do restante da empresa – cometendo vários erros no meio do caminho.

As métricas são justamente as ferramentas que medem o desempenho das atividades, independentemente do setor. As análises podem ser feita em diferentes pontos, desde fatores de infraestrutura até processos de área.

A partir da definição e do estudo de métricas se torna possível à identificação de falhas e fraquezas na rotina de TI, facilitando a ação de medidas e evitando que as equipes caiam em armadilhas.

Além disso, as KPIs (Key Performance Indicators) podem apontar se o trabalho realizado está dentro do esperado para o alcance do objetivo. Lembre-se: o que não é mensurado, não é melhorado.

3. Não ter uma análise dos riscos nas ações da gestão de TI

Quando você identifica os riscos, sempre fica mais fácil se proteger. Essa é uma ideia universal, que pode ser aplicada também no TI. O gestor precisa garantir que os pontos fracos da área não se tornem situações irreversíveis.

Em geral, os riscos são analisados considerando 3 elementos:

  • capacidade de exploração;
  • falha ou suscetibilidade;
  • acesso a um elemento.

Mapear todos os pontos facilita a criação de um diagnóstico exato das vulnerabilidades do negócio. As ameaças identificadas podem vir de diferentes fatores.

Estrutura física

As vulnerabilidades aqui estão ligadas as condições de estrutura do local. É preciso verificar se todos os sinais dos aparelhos funcionam perfeitamente e se há condições totais para a instalação de ferramentas.

Hardware e software

Dizem respeito aos equipamentos e sistemas do departamento de TI. As fraquezas podem ser desde manutenções equivocadas ou não planejadas até desatualizações de softwares, abrindo brecha para invasão de hackers.

Recursos humanos

Logicamente, esse estudo é sobre os profissionais que atuam no setor. Deve-se garantir que todas as equipes estão devidamente preparadas para exercer suas funções, evitando que as falhas humanas sejam responsáveis por grandes prejuízos.

Ameaças naturais

São questões macroambientes, por isso as mais difíceis de prever. É preciso analisar o histórico do local e verificar se há incidências de enchentes ou outros fatores naturais. Também é crucial verificar as defesas da estrutura quanto a essas situações.

4. Não elaborar um plano de contingência

A verdade é que uma informação só se torna útil quando você faz bom uso dela. Ou seja, não adianta aplicar uma análise de riscos para simplesmente armazenar o conhecimento adquirido.

Entender os perigos e não criar um plano de contingência é, sem dúvida, uma das maiores armadilhas que uma gestão de TI pode cair.

Logicamente, essa etapa só é possível quando você tem os dados necessários. A partir daí, é preciso formar uma lista de ações a serem tomadas em relação a cada um dos riscos identificados. Com isso, criam-se alternativas diretas para solucionar os problemas.

Trabalhar de formar inteligente, analisando cuidadosamente todos os pontos abordados neste texto é uma forma de a gestão de TI garantir o aperfeiçoamento e a segurança no trabalho das equipes. Além disso, agir de maneira prévia ajuda a diminuir os riscos, os danos e, consequentemente, os gastos e desperdícios da empresa. 

Em 2020 entrará em vigor a Lei Geral de Proteção de Dados, que surgiu para garantir a segurança e privacidade das informações dos clientes. Sua empresa já está preparada? Veja nosso artigo com 6 formas de adequar sua empresa a nova lei.

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