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21/dez
Cristina Cruz

Internet das Coisas, carros autônomos, inteligência artificial, Big Data: cada vez mais a tecnologia tem avançado e coisas antes tidas como quase impossíveis estão mais próximas do que nunca, caso dos computadores que agem e reagem como seres humanos. Conhecida como computação cognitiva, essa iniciativa prevê a existência de máquinas inteligentes que conseguem aprender aspectos da vida humana, como comportamentos, idiomas, entre outros, a fim de interagir com as pessoas, seus principais interlocutores.

Em um mercado cada vez mais competitivo, em que a experiência do consumidor pode ser um fator decisivo do sucesso de um negócio, a computação cognitiva se apresenta como uma grande aliada do mundo empresarial. De olho nessa tendência é que a International Business Machines (IBM), gigante do mercado de TI e que atualmente está presente em mais de 150 países do mundo, é uma das empresas que mais têm investido nessa tecnologia. Com o Watson, sistema de perguntas e respostas criado para processar de forma avançada a linguagem natural, o raciocínio lógico, a recuperação de informações, entre outras ações, a IBM pretende, nos próximos cinco anos, auxiliar na tomada de decisões importantes, sejam elas profissionais ou pessoais.

Através da conexão entre pessoas e empresas, proporcionada pela cloud computing, e oferecendo soluções por meio de Big Data e analytics, esse computador cognitivo é uma plataforma que funciona nas mais variadas verticais de negócio. Prova disso é que o Watson já vem sendo utilizado por corporações dos setores de saúde, finanças e automobilístico a fim de ampliar a inteligência e o conhecimento humano.

Watson e as aplicações no mercado

Em outubro deste ano, a General Motors (GM), multinacional do setor de automóveis, anunciou sua parceria com a IBM. A intenção é integrar os benefícios da computação cognitiva, através do Watson, para a plataforma OnStar, que integra os carros da montadora norte-americana oferecendo comunicação, segurança e recursos de navegação aos motoristas. Com a utilização de recursos cognitivos, o sistema da GM passará a contar com melhorias, como alerta de baixa quantidade de combustível, dicas de melhores trajetos até o posto de gasolina mais próximo e o lembrete de tarefas que fazem parte das tarefas diárias, como passar no supermercado na volta do trabalho, por exemplo. Os modelos com a solução OnStar baseada em Watson já estarão disponíveis a partir de 2017, e a expectativa é que ela seja ampliada também a veículos que já tenham o recurso integrado ainda esse ano.

Já no setor de saúde, a intenção da computação cognitiva é realmente fazer a diferença entre a vida e a morte de pacientes. Em um evento realizado em outubro deste ano, o professor Satoru Miyano, do Centro de Genoma Humano da Universidade de Tóquio, explicou que uma das grandes dificuldades da medicina é ler todos as publicações divulgadas por pesquisadores e médicos, principalmente aqueles ligados ao câncer. Segundo o professor, mais de 200 mil estudos relacionados à doença foram publicados em 2016 e mais de 4 milhões de mutações de genes ligados ao câncer já foram identificados.

Assim, o maior problema é lidar com tantas informações. E é aí que o Watson entra em cena: o sistema é capaz de ler, entender e aprender todo esse conhecimento que dia após dia fica disponível aos profissionais da área. Assim, ele consegue navegar nessa imensidão de dados, cruzar com as informações dos pacientes portadores da doença e encontrar o tratamento mais indicado para cada pessoa, baseado em suas especificidades genéticas.

Em um futuro não muito distante, humanos e máquinas irão trabalhar em conjunto em prol da solução de problemas até então encarados como insolúveis, por isso são muitas as vantagens oferecidas pelos sistemas inteligentes. Nesse cenário, a computação cognitiva pode representar uma importante aliada nesse caminho de tomada de decisão e escolha dos melhores caminhos a seguir.

E então, já conhecia exemplos práticos de aplicação baseados nessa tecnologia? Já pensa em como utilizá-la a favor do seu negócio? Compartilhe conosco sua opinião.

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