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Vulnerabilidade na segurança de dispositivos móveis

Algar Telecom | 1 de fevereiro de 2017

Preocupar-se e proteger-se contra cibercrimes não é um hábito pouco usual nem soa como uma medida exagerada, certo? Pelo menos não é para a maioria das pessoas que acessam a internet por computadores. Mas, quando se trata do uso de tablets e smartphones, cai significativamente o número de usuários que se atentam para essa questão.

Uma pesquisa da Kaspersky Lab, divulgada em outubro de 2016, revelou que metade dos dispositivos móveis em todo o mundo corre riscos relacionados a crimes virtuais e ameaças maliciosas por causa da falta de proteção adequada. A pesquisa contou com 12 mil participantes, de 21 países, inclusive do Brasil.

Os resultados mostram que somente 57% dos tablets e 53% dos smartphones têm uma solução de segurança instalada. Em um movimento mais consciente, 88% dos participantes da pesquisa revelaram que protegem seus computadores. Esse comportamento de risco, conforme aponta a Kaspersky Lab, é um erro importante, uma vez que os dispositivos móveis contêm tanta informação pessoal (se não mais) quanto as que são mantidas nos desktops e notebooks.

Mesmo com o uso cada vez mais frequente de dispositivos móveis para acessar a internet, ainda falta conhecimento por parte dos usuários. A pesquisa mostrou, ainda, que as pessoas desconhecem a importância e as formas de proteger dispositivos móveis de maneira eficaz. Conforme o relatório, 21% das pessoas que acessam a internet pelos seus smartphones e tablets não sabem nada sobre os malwares para dispositivos móveis.

Enquanto 54% dos entrevistados acham que seus computadores precisam de um software de segurança de TI, apenas 42% deles revelaram que têm a mesma opinião sobre smartphones e tablets.

A pesquisa indicou, também, que quando há proteção dos dispositivos móveis, a maior parte, 82%, é feita somente com o uso de senhas. O percentual de quem utiliza senhas para proteger os computadores é praticamente a mesma: 81%. Embora as senhas sejam úteis para dificultar o acesso físico aos dispositivos, elas não conseguem impedir malwares, fraudes ou ataques de phishing. Mas, na realidade, isso só é claro para 41% dos usuários, que revelaram proteger seus tablets e smartphones com senha e também com solução de segurança.

Os resultados apresentados pela Kaspersky Lab trazem à tona um cenário preocupante. Como reflexo do comportamento de risco, os próprios entrevistados do estudo já contam com consequências negativas. Dentre as vítimas de ameaças virtuais, 18% tiveram seus smartphones Android infectados, e 22% tiveram seus dados interceptados em smartphones Android.

Riscos aumentados

Considerando que os cibercrimes se proliferam tanto quanto aumenta o número de pessoas que armazenam e compartilham dados utilizando seus dispositivos, o perigo tende a aumentar.

O risco é ainda maior quando se avalia que esses mesmos dispositivos que estão vulneráveis também são utilizados para fins profissionais. Com o crescimento da mobilidade dos ambientes de trabalho, não há como negar que é preciso redobrar os esforços na proteção dos dispositivos. De acordo com relatório da Frost & Sullivan, até 2020, mais de 1,5 bilhão de pessoas vão estar trabalhando fora dos tradicionais escritórios.

Diante disso, é preciso que os usuários se atentem para o que há de recursos de proteção no mercado. Existem softwares exclusivos para os dispositivos móveis e para os diferentes sistemas operacionais –  vale encontrar aquele que melhor atende às necessidades de cada um.

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