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Servidor local ou em nuvem? Saiba como decidir com esses 7 pontos essenciais

Cristina Cruz | 5 de setembro de 2016

A tecnologia de Cloud Computing já é uma realidade em empresas do mundo tudo. Mas ainda há quem duvide dos ganhos que a computação em nuvem pode oferecer aos negócios e a falta de informação técnica sobre a tecnologia talvez seja a grande responsável por isso.

Os data centers, projetados ainda na década de 90, abrigam servidores e outros hardwares essenciais para o processamento e armazenamento de dados, por isso os servidores físicos estão ficando no passado quando falamos sobre infraestrutura de TI. Novas tecnologias começaram a ser desenvolvidas com o objetivo de tornar mais eficiente e fácil a gestão dessas infraestruturas. O cloud é apenas uma dessas inovações, mas talvez seja a que cause maior impacto atualmente.

São vários os fatores a favor da computação em nuvem: complexidade de manutenção dos hardwares, elevados custos com serviços de redundância (de internet e energia), segurança – tanto física quanto lógica, necessidade de equipes especialistas e perda do hiperfoco no core business. Então, apoiar-se nos benefícios da computação em nuvem, junto com uma boa prática de gestão, pode representar o diferencial entre a sua empresa e os demais concorrentes. Conheça a seguir 7 pontos essenciais que ajudam na decisão de escolha entre um servidor físico ou virtual.

Elasticidade

Um dos grandes benefícios de uma solução de cloud é a flexibilidade que as plataformas oferecem aos clientes. Isso quer dizer que não é preciso se preocupar com a capacidade dos recursos que o usuário contratou inicialmente em um plano, pois a qualquer momento isso pode ser alterado sem complicações. De acordo com a necessidade, é possível fazer upgrade ou downgrade de espaço e capacidade de processamento, o que torna a solução em nuvem completamente elástica. Por isso, ter um servidor virtual pode ser uma grande vantagem competitiva de uma empresa frente aos seus concorrentes, uma vez que qualquer pico de acesso será absorvido pelo negócio que tem seus servidores na nuvem.

A elasticidade oferecida pela Cloud Computing é ideal para atender os mais diferentes segmentos do mercado, desde aqueles que exigem soluções mais robustas, como é o caso de indústrias, por exemplo, até aqueles que precisam de ações mais simples, como uma loja que necessita armazenar as informações de seus clientes. Além disso, a facilidade para aumentar ou diminuir recursos é ideal para negócios que têm como característica a sazonalidade, já que os picos de demanda podem prejudicar a experiência do usuário se não forem bem suportados pelos sistemas de TI das empresas.

Custo

Ao migrar a infraestrutura para a nuvem, o primeiro impacto na redução de custos está relacionado ao fato de pagar somente pelo que é usado, sem surpresas indesejadas com gastos maiores do que o esperado. Como é possível ter total controle através de uma interface disponibilizada pelos provedores, o gestor da área consegue ter dimensão de quanto exatamente precisará ser pago ao final do mês.

Com a mudança de estruturação do data center, é possível reduzir também os gastos com energia elétrica, que é vital quando há a manutenção de servidores físicos. Além disso, não há a necessidade de contar com uma equipe voltada para garantir o pleno funcionamento e suporte desses servidores, uma vez que essa é uma responsabilidade do provedor de cloud contratado.

Em agosto de 2014, a Receita Federal divulgou uma decisão que esclarece as características sobre a tributação referente as operações realizadas com data centers instalados no exterior. O ato declaratório regulamenta que valores pagos por recursos de infraestrutura de TI localizados fora do país passam a ser tributados como prestação de serviços e não como remuneração decorrente de contrato de aluguel de bem móvel. Com isso, tornou-se mais caro para as empresas se adequarem em relação as leis tributárias brasileiras, uma vez que além de pagar pelo uso do servidor em nuvem, é preciso pagar pelos impostos que incidem sobre esse tipo de serviço, como PIS/Pasep-Importação e Cofins-Importação.

As redes de varejo que possuem mais de uma filial e adotam o uso de tecnologia cloud são o grande exemplo de como o servidor virtual pode contribuir com a redução de custos em TI. Já imaginou se cada filial precisasse de um data center próprio instalado em sua unidade? Os gastos com manutenção e suporte seriam muito altos, por isso muitas dessas lojas fazem uso de cloud para tornar viável suas operações.  

Desempenho

Para que os resultados esperados sejam alcançados, é preciso levar em conta fatores como a escalabilidade, link de internet dedicada e compatibilidade entre o servidor contratado e as aplicações levadas para a nuvem. Essas condições são essenciais para o sucesso da implementação, pois influenciam diretamente sobre a performance das aplicações.

Quando os produtos ou serviços de uma empresa exigem alta disponibilidade, com acesso rápido e estabilidade, o Cloud Computing é a melhor alternativa. Porque a escalabilidade, que permite upgrades de capacidade de processamento, memória e armazenamento, impactam diretamente no resultado final de performance das aplicações. Sistemas para hospitais, por exemplo, precisam estar sempre disponíveis e exigem uma grande capacidade de armazenamento de prontuários e informações de pacientes e colaboradores. Nesse caso, um servidor remoto consegue atender a demanda e dificilmente deixará de atender as necessidades de gestão que o segmento necessita.

Contudo, é preciso estar sempre atento aos SLAs (Acordos de Nível de Serviço), pois são eles que garantem que a estabilidade do servidor seja como o esperado. Esses acordos devem incluir métricas avançadas de desempenho, disponibilidade e performance, pois são elas que irão assegurar que todos os benefícios oferecidos pelo provedor contratado serão de fato entregues ao seu negócio.

Suporte e atendimento

Com a contratação de um provedor de cloud, a necessidade de ter um equipe de profissionais especializados para o manter um servidor funcionando deixa de existir. Isso porque os provedores já disponibilizam, como parte dos benefícios oferecidos, um time técnico preparado para oferecer todo o tipo de suporte que o cliente precisa. O bom funcionamento das operações é garantido pelo atendimento dedicado e em tempo integral, o que torna mais fácil a gestão por parte das empresas que precisam que seus serviços estejam 24 horas por dia em perfeito funcionamento, sem interrupções inesperadas.

Segurança física

Para garantir a total segurança das aplicações e arquivos alocados na nuvem, as empresas provedoras do serviço de cloud garantem todos os tipos de segurança para qualquer incidente a que um data center possa estar sujeito, como incêndios, desastres naturais e descargas elétricas muito intensas.

É comum que nesses locais existam controles de acesso rigorosos, com biometria, sensor de presença, códigos de acesso individual, entre outros, para garantir que somente pessoas autorizadas possam ter acesso aos servidores. Além disso, para diminuir o risco de falhas na operação, os data centers passam regularmente por manutenções preventivas e trocas de equipamentos, a fim de evitar problemas com a segurança física dos mesmos. Outra medida comum é a instalação de termômetros que monitoram constantemente a temperatura interna do local com o intuito de resguardar a refrigeração dos equipamentos eletrônicos, que por natureza possuem a tendência de aquecimento.

Ao unir uma estrutura física de qualidade com medidas de segurança da informação eficientes, as chances de colocar as aplicações e dados em risco diminuem significativamente. Por isso, a computação em nuvem pode ser mais segura do que guardar as aplicações em servidores internos, pois a segurança garantida pelos provedores é pensada para todos os possíveis momentos de crise.

Segurança da informação

O servidor em nuvem pode ser um grande aliado das empresas quando o assunto é a segurança de dados, pois o risco de perder informações e dados importantes é muito pequeno. Os data centers contam com os mais altos padrões de segurança em que estão presentes medidas como a criptografia avançada, composta por blocos simétricos de chaves de 128, 192 e 256 bits. Essas criptografias empregam tecnologias que tornam muito difíceis a quebra das chaves de segurança por ataques de hackers. Além disso, os provedores contam com equipes de profissionais especializados e exclusivamente dedicados que garantem o mais alto nível de segurança desses servidores, evitando assim possíveis problemas relacionados a invasões através de malwares.

Além disso, técnicas como autenticação de usuários e números de identificação são usadas para garantir que o acesso as informações seja controlado. Esse é um ótimo recurso a ser usado pelos gestores que podem, por exemplo, estabelecer quais usuários que terão acesso a certos tipos de informações. É possível ainda definir quais colaboradores poderão visualizar, editar ou compartilhar dados, o que torna o acesso extremamente controlado.

Segundo dados da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), as instituições bancárias brasileiras investiram em torno de R$19 bilhões em tecnologia no último ano. Esses recursos foram dirigidos tanto a áreas tradicionais, como mobilidade e abertura de novas agências, quanto em novas tecnologias, como Big Data e Cloud Computing. Justamente por entender que o comportamento dos clientes mudou – de 2014 para 2015 transações bancárias via internet banking aumentaram 138% em relação ao período anterior – é que essas instituições têm investido para ampliar a oferta de produtos e serviços ao cliente, e isso passa diretamente pelas soluções em nuvem. Esse aumento de demanda e oferta, requer infraestrutura e segurança reforçadas a fim de evitar o roubo de dados sigilosos que ficam armazenados em servidores remotos, por isso a busca por criptografias cada vez mais avançadas, com número maior de bits, e certificações de segurança são práticas cada vez mais comuns para garantir a proteção de operações financeiras.

Foco no negócio

Com o foco cada vez mais voltado para o negócio e menos para setores operacionais e de infraestrutura, os gestores e as equipes de TI podem concentrar toda a atenção que suas atividades estratégicas demandam, o que aumenta as chances de sucesso das iniciativas da empresa. E a adoção de uma solução em nuvem pode auxiliar também nesse ajuste de foco, uma vez que toda a administração ficará a cargo do provedor contratado.

Com a velocidade que é imprimida cada vez mais nos negócios, é preciso que as empresas gastem menos tempo e concentre menos esforços em atividades que não estejam alinhadas ao core business da instituição. A utilização de tecnologias, como o Cloud Computing, vem justamente para encurtar ciclos, ampliar a oferta de serviços e melhorar o relacionamento e a experiência com o cliente, sem deixar de lado a eficiência que uma infraestrutura de TI demanda.

Um estudo global realizado pela Cisco, chamado “InfoBrief – Não fique para trás: como ampliar a adoção da nuvem”, mostrou que até o ano passado 53% das empresas esperavam que a adoção de uma solução em nuvem resultasse em um aumento efetivo de suas receitas ao longo dos próximos dois anos. Esse estudo mostrou ainda que em corporações em que a implantação da tecnologia de cloud se encontra em fases mais “maduras”, ou seja, gerenciada ou otimizada, as receitas adicionais por aplicações implementadas em nuvem chegaram a US$1,6 milhão, e redução de custos registrarou baixa de US$1,2 milhão. Grande parte dessas receitas adicionais resultaram de vendas de novos produtos e serviços criados pelas empresas ou na aquisição de novos clientes. Os gestores das empresas que participaram do estudo afirmaram que esses ganhos aconteceram devido à transferência de recursos de atividades mais tradicionais de TI, como a manutenção de infraestrutura interna, para iniciativas mais estratégicas e inovadoras.

Muitos segmentos do mercado ainda não conseguem ver o real potencial que a tecnologia de cloud tem para contribuir com o sucesso dos negócios. Contudo, os números apresentados acima apontam que uma boa estratégia, tendo sempre como foco o core business do negócio, alinhada a aplicações bem sucedidas na nuvem podem resultar em ganhos significativos para as empresas.

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