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Redes Corporativas Modernas: entenda a regra 80-20

Cristina Cruz | 9 de setembro de 2016

Para cada empresa existe um modelo diferente para mapear a rede, além de definir a forma de armazenamento de informações. Em alguns casos, elas contam com data center próprio, que consomem LAN, ou seja, o consumo é todo dentro da empresa. Por outro lado existem as aplicações em nuvem, que necessitam de um link dedicado para ter bom desempenho, uma vez que o volume de dados é muito grande e compartilhado com vários colaboradores.

Com o cloud computing cada vez mais robusto, o link dedicado tem sido a aposta das empresas, que viram nele a oportunidade de armazenar todos os dados, sem a necessidade de comprar um servidor.

Esse comportamento cada vez mais comum deu origem à regra ou modelo 80-20. Sendo 80% de todo o tráfego sobre roteadores e switches e 20% do tráfego fica “dentro do ambiente interno”, por meio de intranet, por exemplo.

O fluxo pode ser classificado em três tipos: o local (com localização no mesmo segmento VLAN apenas para acesso), o remoto (sendo em bloco diferente e acesso para distribuição) e o enterprise (que é a central com acesso para distribuição para o core).  

Essa classificação aplica o que dizemos no início, 20% local e 80% externo, ou seja, a maioria do tráfego não é interno, é aquele que vai sair para a internet e atravessar o core ou núcleo da rede.

Para aplicação desse modelo, você pode optar pelo link compartilhado ou dedicado. Mas, qual é a diferença entre eles? Qual é o melhor para o negócio? Antes de tomar uma decisão, entenda melhor cada um.

Dedicada x compartilhada

A internet compartilhada é aquela em que os computadores estão conectados a um provedor de internet comum e os usuários disputando uma velocidade decente. Por isso, é comum em algum momento do dia o acesso ficar praticamente impossível.

Você pode tentar acessar o e-mail, fazer uma postagem na rede social ou consultar informações sobre seus concorrentes, mas não vai conseguir. Isso acontece porque a maior parte do tráfego vem de fora e o caminho da internet até o seu computador é longo.

A vantagem desse modelo é que o custo é mais baixo, porém as desvantagens são maiores com sinais instáveis, quanto mais usuários menor é a velocidade e muitas vezes a velocidade contratada nem sempre é a entregue.

Já o link dedicado está mais próximo do modelo 80-20. Isso porque quando uma empresa oferece determinado tipo de serviço, que tem um volume alto de transferência de arquivos grandes, vai consumir muita informação e, se optar pelo compartilhado, poderá perder tempo.

Ele tem alta velocidade, confiabilidade e conexão permanente. Além disso, não concorre com a internet compartilhada, pois tem uma fibra ótica dedicada à empresa.

Velocidade

Tocamos em um assunto crucial para as empresas: a velocidade. É importante que ela é o grande diferencial de um link dedicado.

Antes, é preciso entender como escolher a velocidade que irá atender às suas necessidades. Faça o levantamento do número de computadores e o tipo de atividade. Verifique se o seu volume de downloads e uploads é alto, com vídeos HD, imagens ou uso da videoconferência, por exemplo.

46% das empresas planejam migrar

Com tantas vantagens para garantir aumento de produtividade nas empresas, a IDC (International Data Corporation) divulgou recentemente uma pesquisa em que aponta o interesse de 46% das companhias com mais de 250 funcionários em migrar o tráfego para outras tecnologias (como a internet dedicada) nos próximos dois anos.

O link dedicado é a tendência para que aplicações em nuvem fiquem cada vez mais robustas. Além disso, no modelo SaaS (Software como Serviço) que não precisa de instalação, os funcionários de uma grande empresa podem se cadastrar, sem aprovação da diretoria, em qualquer software, o que pode aumentar o tráfego de rede de forma contínua.

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