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Carreira em TI: saiba como planejar sua ascensão internacional

Cristina Cruz | 28 de julho de 2017

Frente a um contexto cada vez mais competitivo, o cenário corporativo global busca, de modo exponencial, mudanças expressivas no que diz respeito à elaboração de estratégias de expansão e, principalmente, de evolução de desempenho para sobreviver às instabilidades e complexidade do mercado. Diante de mudanças tão profundas, a tecnologia da informação tem se configurado como o grande trunfo para a descoberta de soluções potenciais que podem agregar vantagens competitivas às companhias.    

Com a tecnologia cada vez mais inserida no âmbito estratégico das empresas, o profissional de TI precisa não apenas ter domínio de software e hardware em seus aspectos técnicos, mas também ter visão de negócios. Pode-se afirmar que, em muitos casos, não é a TI que faz parte dos negócios, ela se transforma na própria tática de toda a cadeia produtiva e expansiva da companhia.

Sob esse panorama tão complexo no qual as grandes empresas disputam o mesmo espaço, produzindo soluções práticas e inovadoras em tecnologia da informação, o profissional de TI ganha, progressivamente, forte destaque, já que o mundo corporativo deseja profissionais desta área cada vez mais qualificados. Tanto no cenário nacional quanto no cenário internacional.

Se, no geral, o mercado mundial em TI parece aquecido e esta área de atuação possui fronteiras menos rígidas do que a de outras profissões (atividades no campo jurídico ou médico, por exemplo), quais são os passos que um profissional de TI precisa dar para se inserir, e até mesmo ascender, no mercado exterior? Listamos abaixo algumas dicas valiosas para quem deseja alçar voo rumo à carreira internacional no campo da tecnologia da informação.

Escolha o país em que deseja atuar

O primeiro passo que deve ser dado pelo profissional de TI que busca uma carreira internacional é decidir em qual país ele quer trabalhar. Esta escolha precisa ser realizada antes de qualquer outro passo, porque dela depende todo o planejamento de carreira que deve ser feito para se ingressar no mercado exterior. Países como Estados Unidos, Canadá, Suécia, Reino Unido, Espanha, Japão, Austrália, dentre outros, demandam profissionais de TI altamente qualificados. No entanto, para cada país em que se deseja atuar, uma estratégia diferente deve ser traçada.

Estude tudo sobre o país o escolhido

A segunda dica é buscar todo conhecimento possível a respeito do país em que o especialista em TI deseja atuar. O profissional precisa conhecer o clima do local, a cultura, a economia, a realidade política, as relações comerciais, o funcionamento operacional das empresas etc. Um executivo estrangeiro que atua em determinada empresa pode sugerir para a solução de um problema de logística a importação de produtos de países asiáticos, por exemplo. No entanto, pode ser que esta prática seja reprimida pela atual gestão política do país em questão. Nesse sentido, os recrutadores buscam, além de um especialista em TI, um profissional que possua um amplo conhecimento sobre onde ele irá atuar.

Pesquise todas as questões burocráticas

Ainda em consonância com a ideia de buscar o máximo de conhecimento possível sobre o país em que se deseja iniciar uma carreira internacional, o profissional de TI deve estar atento a todas as questões burocráticas que envolvem a sua ida para atuar em uma empresa no exterior. Conseguir um visto para trabalhar em outro país nem sempre é uma tarefa fácil. Dependendo da nação escolhida, a documentação e demais exigências podem passar por um crivo muito rigoroso. Por isso, deve-se saber exatamente qual modalidade de visto se adequa mais às pretensões do profissional que busca a carreira internacional e, a partir das informações obtidas, aconselha-se fazer um checklist com todos os pontos levantados, a fim de que nenhum documento seja esquecido.

Possua diplomas e certificados com reconhecimento internacional

Todas as experiências e formações na área de TI são bem-vindas para o ingresso em uma empresa no exterior. Contudo, os recrutadores vão considerar os diferenciais no currículo do candidato apenas se estes forem reconhecidos internacionalmente. Nesse sentido, é preferível que o especialista se qualifique, seja graduação ou MBA, em universidades que possuam vínculo com instituições internacionais.

Outro ponto que também deve ser explorado pelo profissional é a busca de certificações em TI que, do mesmo modo, tenham reconhecimento internacional. Isto é, para ascender à carreira no exterior, deve-se preocupar em obter os certificados de maior peso para o mercado, seja os de conhecimento técnico ou os de gestão.

Além disso, o profissional precisa que um tradutor juramentado faça a tradução de todo o seu currículo: diplomas, certificados e histórico. Em alguns países, como o Canadá, por exemplo, este currículo deve ser enviado a uma organização denominada World Education Services (WES), que legitimará a sua formação, em termos gradativos, para que a empresa internacional reconheça o grau de seu título acadêmico. Desse modo, por exemplo, se o profissional possuir um MBA em TI, realizado no Brasil – a depender do nível de especialização –, a WES pode classificá-lo como master (mestre) naquela área de formação.

Além das hard skills, aposte também nas soft skills

Conforme já mencionado, além das hard skills, ou seja, as habilidades técnicas próprias de um especialista, o profissional também deve se preocupar com as soft skills, que lhe garantirão os diferenciais em relação a demais candidatos (nativos do país ou não). Estes outros atrativos estão relacionados às habilidades comportamentais do profissional. Nesse sentido, o especialista também pode se destacar por sua capacidade de trabalhar em equipe, ser fluente em diversos idiomas, saber resolver problemas com soluções inovadoras,  se mostrar organizado, atender o cliente de forma eficiente etc.

Como atuar na área de TI demanda, cada vez mais, além do conhecimento técnico, entender do negócio, as soft skills precisam ser diferenciais no currículo do profissional que deseja atuar no mercado internacional. Destaque-se, sobretudo, as habilidades comunicacionais. Se o especialista em TI busca uma vaga de gerenciamento, a fluência na língua do país em que ele deseja atuar deve ser impecável. Por isso, necessita-se investir fortemente, além da habilidade no idioma em questão, no conhecimento do vocabulário próprio do business.

Faça um networking internacional

A última dica diz respeito à criação de uma rede de contatos internacional. Para que isso seja desenvolvido, existem inúmeras maneiras. Uma delas e, talvez a mais eficiente de se realizar estando no Brasil, demanda que o profissional invista muito em seu perfil no LinkedIn. Em outras palavras, o especialista deve buscar estar sempre em contato com organizações e profissionais do país em que deseja atuar, por meio desta plataforma. Juntamente com o LinkedIn, o contato também pode ser estabelecido a partir de grupos sobre TI no Facebook, além da constante navegação nos fóruns do site da compTIA. Outra maneira de estabelecer esse networking é por meio da participação em eventos da área no país em o profissional almeja atuar, prática que pode ser viabilizada através do intercâmbio entre instituições parceiras.

Conforme você pôde perceber, para ascender a uma carreira internacional em TI, é necessário traçar um planejamento bastante detalhado, além de buscar qualificações técnicas e comportamentais reconhecidas globalmente. Você almeja trilhar a sua carreira em TI no exterior? Já pesquisou qual país mais lhe agrada? Deseja iniciar o planejamento para esta empreitada? Conte-nos as suas pretensões nos comentários.

Descrição: Conheça diversas dicas para a sua ascensão internacional na carreira em TI

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