Receba conteúdo diretamente no Messenger Podcasts exclusivos, direto no Spotify

5 tendências do Gartner para ficar de olho

Cristina Cruz | 11 de dezembro de 2017

Todo negócio que deseja se manter grande e competitivo precisa inovar diariamente. Procurar novas ideias, ferramentas e formas de atuação é um trabalho constante para quem quer figurar sempre entre os melhores. É essencial que líderes empresariais estejam cientes das principais tendências tecnológicas relacionadas ao seu setor de atuação, projetando cenários nos curto, médio e longo prazos.  

O Gartner é uma tradicional corporação mundial de consultoria que atua junto a mais de dez mil empresas espalhadas pelo planeta. Anualmente, ela organiza o encontro mais importante de CIOs e executivos de TI do mundo. Em outubro deste ano, o simpósio foi realizado no Brasil e trouxe as principais tendências tecnológicas aplicadas ao universo corporativo global para os próximos anos. O conteúdo é uma referência a ser seguida por todas as médias e grandes corporações.

O evento apontou várias tendências tecnológicas para os próximos cinco anos, trazendo à tona a importância de não só discutir o desenvolvimento e a adoção de tecnologias por parte das empresas, mas entender como se dá a relação dos consumidores dentro do vasto universo digital.

Entre as principais tendências apontadas, está a evidente evolução de pesquisas e aplicabilidades da Inteligência Artificial. Segundo a consultoria, esta realidade modificará, no curto prazo, as relações trabalhistas, produtivas e comerciais. Aliado a isso, o termo Internet das Coisas deve se tornar mais recorrente e trabalhado, numa busca constante pela rede de conectividade.

Entenda melhor as cinco principais tendências tecnológicas apontadas pelo Gartner que devem fazer parte da realidade de médias e grandes empresas nos próximos anos:

1- Aumento na adoção de bots e sistemas de conversação inteligentes

Um dos maiores investimentos das grandes corporações se concentrará no desenvolvimento de sistemas de conversação inteligentes para interagir com o público. Essas tecnologias passarão de programas com respostas padronizadas para conversas de caráter informal e complexas. Tratam-se de interações inteligentes em que pessoas utilizam seus sentidos (visão, tato, audição, fala etc) para se comunicar com um dispositivo digital, por meio de sensores e sistemas.

Tais ferramentas têm se tornando tão fundamentais para grandes empresas, que o Gartner prevê que, até 2021, mais da metade das organizações investirá mais recursos em criação de Bots e Chatbots do que propriamente no desenvolvimento de aplicativos tradicionais para dispositivos mobile.

Bots, que é o diminuitivo de robô em inglês, representa o conjunto de softwares capaz de simular relacionamentos humanos em prol de efeitos empresariais específicos e programados. Alguns bots já são tão evoluídos que são capazes de produzir autonomamente outros aplicativos.

2- Popularização da experiência imersiva

O Gartner espera que, nos próximos três anos, 100 milhões de pessoas ao redor do mundo adquiram dispositivos de Realidade Aumentada (RA) ou Realidade Virtual (RV). Trata-se de tudo que é desenvolvido visando à percepção e interação entre mundo físico e o digital.

A simulação de um ambiente real dentro do universo de sistemas e computadores já é foco das empresas de entretenimento há vários anos e tem, nos últimos tempos, expandido suas aplicabilidades a vários outros segmentos corporativos. Afinal, seu desenvolvimento traz uma infinidade de novos recursos práticos do ponto de vista da relação com o consumidor. RV e RA estão em processo de evolução a todo instante, mudando a forma como os consumidores se relacionam com o conteúdo online.

Cada vez mais esse novo espaço digital se mistura com o ambiente palpável. Por isso, elaborar recursos visuais e interativos, nos quais o usuário consiga se sentir fisicamente imerso em um conteúdo digital, deve ser algo buscado por qualquer grande organização atenta ao futuro.

Grifes que oferecem a possibilidade do cliente experimentar as roupas online ou até mesmo um hotel que permite que o hóspede visite digitalmente seus quartos antes de fechar a diária serão apenas algumas das infinitas possibilidades que, em breve, farão parte da relação entre empresas e clientes à distância.

3- Ampliação do conceito “Internet das Coisas”

O Gartner confirmou uma tendência já esperada por muitos estudiosos de tecnologia. Até 2020, a Internet das Coisas (IoT) estará presente em 95% dos novos aparelhos eletrônicos desenvolvidos. O conceito remete ao modo como os mais diversos dispositivos podem estar conectados , por meio de sensores e softwares capazes de transmitir dados em redes. Geladeiras, câmeras, relógios, smartphones, portões eletrônicos e qualquer outro aparelho imaginável pode integrar esta rede de informações.

Nas principais empresas e organizações mundiais, melhorar ainda mais a conectividade é um tópico fixamente em pauta. O controle de informações em nuvem combinado com o gerenciamento correto de dispositivos é capaz de proporcionar vantagens em escala produtiva, integrando e melhorando processos.

Do ponto de vista do produto oferecido, trabalhar o conceito de IoT será um dos fatores essenciais para manter um negócio competitivo, uma vez que o interesse do consumidor na aquisição de dispositivos capazes de se conectar em rede está crescendo em ritmo acelerado.

4- Aplicação de Gêmeos Digitais na produção

O Gartner aponta que o Gêmeo Digital será um dos pilares do conceito de Indústria 4.0 e uma das tendências revolucionárias para os próximos cinco anos em segmentos como indústria, farmácia, ciência, comércio eletrônico, marketing, entre outros.

O termo remete à criação de uma cópia criada em ambiente digital de um produto ou serviço real. O conteúdo gêmeo é desenvolvido no computador simultaneamente a um produto físico de teste elaborado na fábrica real, desde o início do projeto até a sua produção de fato.

Esses sistemas altamente inteligentes são capazes de oferecer dados para que seja compreendida melhor cada etapa da produção, corrigindo possíveis falhas e melhorando substancialmente os resultados da mercadoria que será, enfim, comercializada.

Eles funcionam interligando informações da máquina real com o simulador, em uma troca de dados em nuvem. Isso permite que testes sejam feitos de maneira ilimitada com gastos reduzidos e resultados muito mais eficientes.

5- Desenvolvimento de coisas e aplicativos inteligentes

Já para 2018, o Gartner espera que grande parte das 200 maiores corporações mundiais explore ao máximo a Inteligência Artificial aplicada a aplicativos e dispositivos, no sentido de aumentar a interação com os clientes e proporcionar produtos capazes de solucionar problemas em sua rotina.

Coisas inteligentes são ferramentas (tratores, máquinas, dispositivos etc) dotadas de modelos computacionais que ultrapassam os limites da programação rígida. São objetos capazes de automatizar processos, pois não só interpretam situações como também sabem agir diante de diferentes cenários. Fábricas, mineradoras, empresas agrícolas e tantos outros setores já foram revolucionados por sistemas autônomos e inteligentes.

No caso dos aplicativos, a tendência é que, em dez anos, todos os tradicionais programas presentes em computadores e smartphones já tenham sido substituídos por ferramentas com algum tipo de inteligência artificial. As aplicações inteligentes, como os Assistentes Pessoais Virtuais (VPAs) e Assistentes Virtuais do Cliente (VCAs) estarão cada vez mais presentes no âmbito empresarial, pois prometem transformar a realização de tarefas corporativas diárias em ações muito mais simplificadas.  

Você é um gestor atento à revolução tecnológica que acontece no mundo diariamente? Relate nos comentários o que você achou do artigo e como você já trabalha esses tópicos no dia a dia da sua empresa. Lembre-se de que fechar os olhos para as mudanças é ficar pra trás na árdua briga por competitividade.

Posts relacionados:

Para melhorar sua experiência,
selecione um perfil de conteúdo: