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Boletim de Novembro: Tecnologia, Indústria, Economia e Comércio

Algar Telecom | 29 de outubro de 2018

Tecnologia

1. Mercado de infraestrutura de TI salta 41% no Brasil

O setor de infraestrutura de TI movimentou US$ 393,62 milhões no segundo trimestre de 2018, o que representa crescimento de 41% em comparação com o mesmo período em 2017. De acordo com as previsões da consultoria IDC Brasil, as vendas chegarão a US$ 1,376 bilhão, 8% a mais do que o valor registrado em 2017.

Segundo Luis Altamirano, analista de pesquisas da IDC, esse grande aumento no segundo trimestre deu-se em função do quadro muito incerto na segunda metade do ano, com as eleições e a oscilação do dólar. Essa incerteza fez com que as empresas antecipassem a renovação de sua base, o que geralmente acontece no último trimestre do ano.

Analisando os dados do segundo trimestre, nota-se que o maior crescimento foi no setor de Servidores x86, cujas vendas cresceram 66% em comparação ao segundo trimestre de 2017. Outro setor de destaque foi o de networking, que engloba roteadores, switches e Wi-Fi, que cresceu 26% quando comparado ao mesmo período de 2017.

2. Multicloud é uma das principais tendências nos próximos anos

A Sumo Logic, principal plataforma de análise de dados de máquina nativa em nuvem, divulgou o relatório de 2018, que fornece informações orientadas a dados, práticas recomendadas e tendências.

Com base em dados ativos de mais de 1.600 clientes que usam a plataforma da Sumo Logic, o relatório fornece insights como:

  • Uma em cada três empresas usa soluções de orquestração Kubernetes, e 28% das empresas usam containers Docker na Amazon Web Services (AWS).
  • A adoção e as implantações multicloud duplicaram, e a AWS comanda a maior participação de mercado.
  • Mais de uma em cada quatro empresas estão adotando uma combinação de serviços de segurança de plataforma nativa na nuvem (CloudTrail, GuardDuty etc.).
  • Uma em cada três empresas usa tecnologias do AWS Lambda.

Esses dados indicam que futuramente tudo será multicloud!

3. Brasil é o país da América Latina que mais utiliza e investe em cloud

Estudo encomendado pela Citrix Brasil aponta que 57% das empresas brasileiras utilizam tecnologia cloud, número que coloca o país em primeiro lugar do ranking da América Latina. No entanto, o estudo mostra algumas contradições.

Embora 73% das empresas entrevistadas manifestem desejo em investir em nuvem, 43% afirmaram não fazer uso da tecnologia. Dentre os motivos, destacam-se: infraestrutura suficiente (38%), não enxergam valor (19%), questões de segurança (14%) e falta de orçamento (14%).

Ainda segundo o estudo, as empresas que usam a nuvem estão mantendo o foco no armazenamento de informações. Segundo Luis Banhara, diretor geral da Citrix Brasil, “a computação em nuvem significa mais do que apenas armazenar documentos. (…) Em regiões com mais maturidade digital, empresas focam em ativos mais estratégicos (aplicações críticas para o negócio e aplicações legadas) se beneficiando assim da elasticidade e alta disponibilidade de cloud”.

Indústria

1. Agro espera crescer 40% até 2050 com tecnologia e produção sustentável

A Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) recomendou que o Brasil aumente sua produção, de forma sustentável, em 40% até 2050. Diante disso, em evento promovido pela Trouw Nutrition, representantes da piscicultura, pecuária leiteira, avicultura e suinocultura e carne bovina discutiram como pretendem atingir essa meta. Veja os principais pontos debatidos:

Piscicultura

Ainda é uma atividade nova e com grande potencial de crescimento no Brasil, devido aos recursos naturais disponíveis no país. Na piscicultura, os peixes são criados em cativeiro, com alimentação especial, e são destinados ao consumo humano. Essa prática evita a extinção de espécies e a degradação dos recursos fluviais e marítimos.

No ciclo de 2016/2017, essa prática cresceu 540% no país. Por isso, os representantes acreditam que não haverá dificuldade em cumprir a meta da FAO.

Pecuária leiteira

Segundo representantes do setor, o Brasil tem potencial para aumentar sua produção. O ponto-chave é a melhoria do bem-estar animal e a intensificação da atividade.

Avicultura e suinocultura

Os representantes desses setores cobram, principalmente, um maior empenho do governo na tratativa de questões com o comércio internacional. A alta carga tributária no setor inibe os produtores de investirem mais.

Carne bovina

O principal entrave do setor, segundo seus representantes, continua sendo a logística. Além disso, para consolidar a posição de principal país exportador, segundo o presidente da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec), Antônio Jorge Camardelli, o ministério das Relações Exteriores precisa voltar a ter uma visão comercial, fortalecer os adidos e promover a fidelização dos mercados.

2. Internet das Coisas pode gerar US$ 685 bi em receitas na indústria

Um novo relatório do Digital Transformation Institute da Capgemini revela que o setor de indústria de transformação global pode esperar uma receita de valor agregado entre US$ 519 e US$ 685 bilhões até 2020, em virtude do desenvolvimento e venda de dispositivos conectados inteligentes.

Os fabricantes estimam que cerca de 50% de seus produtos serão inteligentes e conectados até 2020, um aumento de 32% em relação a 2014. Além disso, 18% deles dizem que planejam parar completamente de fabricar produtos e passar para um modelo de negócios puramente baseado em serviços.

A Internet das Coisas está reformulando o cenário de manufatura. Os modelos de negócios baseados em produtos estão sendo substituídos pelo modelo de negócios baseado em serviços. Com isso, novas habilidades passam a ser exigidas das empresas em um mundo de produtos inteligentes. O sucesso da inovação depende da eficácia e da facilidade de adaptação das empresas.

3. Governo Federal institui Comitê Técnico da Indústria de Baixo Carbono

O Ministério das Cidades instituiu, por meio da Portaria nº 1.586/2018, o Comitê Técnico da Indústria de Baixo Carbono, de caráter permanente e de cunho técnico e consultivo. O objetivo desse comitê é articular órgãos e entidades, públicas e privadas, para implementar, monitorar e revisar políticas públicas, iniciativas e projetos que estimulem a transição para a Indústria de Baixo Carbono no Brasil.

Todas as ações e propostas do comitê, segundo a portaria, deverão estar em harmonia com as políticas públicas de desenvolvimento industrial e comércio exterior e com as orientações do Comitê Interministerial sobre Mudança do Clima.

Economia

1. Brasil ganha primeiro fundo de índice de renda fixa

O mercado financeiro brasileiro ganhou mais uma opção de produto de renda fixa — o primeiro ETF (Exchange Traded Funds, na sigla em inglês) de renda fixa a ser negociado no país. O fundo é gerido pela coreana Mirae Asset e utiliza o S&P/BM&F Juros Futuros como índice de correção. Atualmente existem 15 ETFs no país, todos de renda variável.

O investimento mínimo no mercado secundário, ou seja, por meio de uma corretora de valores, será de uma cota, sendo o valor inicial R$ 10. A taxa de administração é de 0,3% ao ano.

2. Faturamento na Black Friday deve crescer 15%

Segundo estimativa da Ebit | Nielsen, durante a Black Friday, as vendas no comércio eletrônico devem crescer 15% em relação ao ano anterior, totalizando um faturamento de R$ 2,43 bilhões.

De acordo com a pesquisa apresentada, 88,6% dos e-consumidores têm intenção de comprar na ocasião — aumento de quase 8% em relação à pesquisa de expectativa de consumo realizada no ano passado.

A Black Friday já é a principal data do calendário do e-commerce e, em 2018, acontecerá em 23 de novembro.

3. ‘Prévia’ do PIB sobe 0,47% em agosto e 2,5% em um ano

De acordo com o IBC-Br (Índice de Atividade Econômica do Banco Central), a economia brasileira cresceu 0,47% em agosto, em relação a julho, impulsionada pelas vendas varejistas e pelo setor de serviços, que cresceram acima do esperado.

Em relação a agosto do ano passado, o índice teve alta de 2,5% e no acumulado em 12 meses registrou crescimento de 1,5%.

A previsão do Banco Central é que o PIB cresça 1,4% neste ano e 2,4% no ano que vem. Já os ministérios da Fazenda e do Planejamento estimam um PIB de 1,6% neste ano e 2,5% em 2019.

Comércio

1. Comércio deve criar 59 mil vagas de trabalho neste fim de ano

A Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas e do Serviço de Proteção ao Crédito espera que neste fim de ano sejam criados 59 mil postos de trabalho temporários, 8 mil a mais do que o previsto no ano passado.

Segundo pesquisa da CNDL e do SPC, 28% dos empresários que vão contratar temporários pretendem efetivar o colaborador.

Geralmente, a maioria das vagas temporárias duram, no máximo, três meses, e a remuneração média é de R$ 1.400.

2. Queda no comércio não prejudica otimismo para Black Friday

O comércio brasileiro ainda sofre reflexos da greve dos caminhoneiros, ocorrida em maio deste ano. No entanto, a expectativa é que o comércio eletrônico registre alta nas vendas durante a Black Friday, em relação ao ano passado. Segundo levantamento do Google, 81% dos 1.500 entrevistados pretendem comprar durante a Black Friday.

Ainda de acordo com esse levantamento, a data se tornou muito mais popular: 99,5% dos entrevistados disseram conhecer a data, enquanto 27% conheciam em 2014. Além disso, o relatório aponta que 60% dos novos compradores pertencem à classe C.

3. Comércio eletrônico tem alta de 12,1% em 2018

As vendas por meio eletrônico, no primeiro semestre de 2018, cresceram 12,1% no Brasil, totalizando um faturamento de R$ 23 bilhões. Os dados são da 38ª edição do estudo Webshoppers, produzido pela Ebit Nielsen — empresa especializada em dados do comércio eletrônico.

Diversos fatores contribuíram para o aumento das vendas, tais como preços mais baixos, entregas cada vez mais rápidas e maior variedade de produtos. Porém, a preocupação das empresas em oferecer uma experiência de compra positiva foi o maior impulsionador das vendas.

O processo de compras online vem se tornando cada vez mais prático, seguro e intuitivo, fator que fez diminuir a desconfiança dos consumidores nesse tipo de transação, além de, devido à boa experiência de compra, ocorrer a fidelização dos clientes.

Essas foram as principais notícias de tecnologia, indústria, economia e comércio. Agora que você já está por dentro dos principais acontecimentos dos últimos meses, não deixe de conferir nosso artigo sobre monitoramento de rede corporativa.

 

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