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Avaliação de fornecedores: Por que sua empresa deve começar a fazer agora

Cristina Cruz | 30 de novembro de 2017

Ninguém prospera sozinho. Tanto na vida quanto no mundo dos negócios, a chave do sucesso é saber escolher quem estará ao nosso lado contribuindo para a realização de nossos objetivos. Por isso, é necessário absorver a melhor expertise de cada um que nos cerca. Em médias e grandes empresas, quem provê essas qualidades de auxílio são os fornecedores.  

Fornecedor pode ser entendido como uma pessoa física ou jurídica que desenvolve alguma atividade essencial para o desenvolvimento de outro negócio, seja um produto, serviço, tecnologia ou informação. Nesse caso, a definição relaciona-se aos prestadores de serviço externos. A depender do segmento, eles podem ser os responsáveis por propiciar componentes vitais para o desenvolvimento de uma empresa, tais como produção, exportação, criação, montagem e comercialização.

O fornecedor é um elo na cadeia de suprimentos. Ou seja, ele atua na base do ciclo produtivo, oferecendo meios para que o empreendimento obtenha o produto pronto a ser comercializado. É por isso que escolher de forma coerente esses parceiros é tão essencial, tanto no sentido de alcançar resultados positivos de produção quanto para melhorar a satisfação de quem vai adquiri-lo.

Quanto mais eficiente for o fornecedor, maior a probabilidade de a empresa produzir de forma ágil e qualitativa para servir bem seus consumidores, que é o objetivo principal. Um gestor precisa entender que, estabelecida uma relação com o fornecedor, aquele produto ou serviço passa a integrar automaticamente a sua própria marca.

Para os olhos do consumidor final, um elemento é incorporado ao outro. A exclusiva exigência do cliente é obter qualidade no produto ou serviço adquirido, sem distinção do que é de atribuição de terceiros ou do empreendimento propriamente dito. Por isso, torna-se totalmente descabido justificar, ao público externo, falhas em decorrência de alguma ação de fornecedores. Afinal, saber escolher com quem trabalhar, faz parte das responsabilidades do administrador.

Mesmo empresas de grande porte, cuja experiência perpassa por vários anos de atuação no mercado, estão sujeitas a cometer erros na escolha de quem provê serviços e produtos para a organização.

Para obter resultados satisfatórios, esta relação deve ser, ao mesmo tempo, profissional e próxima. Bons negócios são feitos mediante parceria. O próprio termo “parceiro” faz alusão a uma interação de confiança, em que um acredita no trabalho do outro. Necessariamente, ambos os elementos precisam ganhar com a união. As melhores relações entre empresa e fornecedor são aquelas nas quais as duas partes possuem consciência de que um precisa do outro para coexistir.

A escolha de fornecedores como um elemento de gestão

Para oferecer um produto de qualidade e evitar desgastes frente ao mercado, o primeiro passo é escolher bem com quem se vai trabalhar. Trata-se de um serviço que deve ser cada vez mais aprimorado por gestores e equipes técnicas capacitadas, capazes de avaliar o conjunto de variáveis existentes em qualquer negociação financeira.

Como os demais elementos de um negócio, escolher parceiros comerciais é um trabalho de gestão estratégica. Administrar corretamente as negociações precisa fazer parte de um processo inteiramente sistematizado, com adoção de planos de atuação. O gestor é responsável por controlar a relação com os fornecedores, tendo convicção de que está escolhendo aqueles de melhor custo-benefício. Todos os cenários devem ser reconhecidos, catalogados e estudados.

O primeiro passo para identificar se o empreendimento está ou não fazendo uma boa gestão de compras é realizar um diagnóstico por meio de perguntas-chave. Caso a resposta seja negativa, é hora de ligar o sinal de alerta no sentido de rever as táticas de atuação. Algumas das principais perguntas capazes de gerar informações precisas são:

Consigo listar rapidamente quem são meus fornecedores? Conheço seus certificados e históricos de atuação? Sei dizer onde eles estão localizados? Faço cotações com outros prestadores de serviço? As condições de vendas apresentadas são flexíveis à minha realidade? Estou pagando um preço justo que me permite gerar um lucro real em minha atuação? Estou satisfeito com a qualidade entregue? Tenho planejadas alternativas em caso de descumprimento de seus compromissos? O meu cliente está plenamente satisfeito com o que tenho oferecido? Todos estes questionamentos precisam, necessariamente, gerar uma resposta afirmativa livre de contestações. Em caso de respostas negativas, também não há motivos para se desesperar, uma vez que é possível adotar critérios para diferenciar os melhores parceiros de negócio.

Identificando o bom fornecedor

As qualidades de um bom fornecedor passam, diretamente, por fatores como competência, compromisso, custo-benefício, localização, comunicação, sinceridade, habilidade, capacidade produtiva, confiabilidade, bom preço, agilidade, assistência pós-venda, flexibilidade, pronta-entrega, histórico de atuação no segmento e bons valores organizacionais.

Colocados os pontos a serem observados, é hora de aprender como classificar cada um desses itens de forma realmente satisfatória. Claro que todos os prestadores de serviço, na hora de fecharem o contrato de fornecimento, vão se apresentar como os mais competentes e preparados no suprimento de todas as necessidades. Esta armadilha deve ser reconhecida, através de meios práticos de avaliação de competências.  

Conhecer o histórico é uma questão-chave. Um gestor não precisa ficar inibido em pedir um portfólio que demonstre, na prática, quais as atuações do fornecedor naquele segmento. Bons antecedentes são excelentes vestígios de  resultados positivos no futuro.

Existem, também, formas oficiais de avaliação da confiabilidade de uma empresa na prestação de serviços terceirizados. A ONG internacional ISO criou, no meio do século XX, uma regulamentação que designa um conjunto de normas técnicas estabelecidas mundialmente na gestão da qualidade de organizações, independentemente de seu segmento ou porte. Saber que uma empresa possui um certificado ISO atualizado, internacional ou que segue as normas da ABNT, no caso brasileiro, é um sinal mais do que claro de que se trata de uma organização referência no cumprimento de suas obrigações.

Estas certificações são resultado de um trabalho sistêmico dia após dia para satisfazer o cliente tanto no momento da negociação quanto na assistência no processo pós-venda. A Algar Telecom, por exemplo, ao longo de seus 60 anos, obteve as certificações nacionais e internacionais máximas em seu ramo de atuação junto aos clientes, em serviços de soluções de voz, telefonia, dados, internet, TI, outsourcing, videoconferência, mídia de consulta, entre outros.

Além do ISO 9001, que atesta a qualidade de seu sistema de gestão, a empresa também já foi agraciada, em 2012, pelo ISO 14001. Trata-se de uma norma internacional reconhecida por mais de 150 países que atesta o desempenho correto em sustentabilidade e preocupação em cumprir requisitos pré-estabelecidos pelo mercado consumidor.

Confira um resumo de dicas para lidar com fornecedores:

  • Estude o histórico de atuação desses prestadores
  • Peça portfólios práticos
  • Faça constantes cotações de preços
  • Fique atento às novas tendências de mercado
  • Esteja apto a ouvir novas propostas
  • Cultive parcerias em vez de relações comerciais frias
  • Fique atento à certificação das empresas
  • Sempre tenha um plano B em caso de eventualidades
  • Conheça bem a realidade da empresa para evitar investimentos desnecessários
  • Compartilhe experiências com pessoas de seu setor
  • Dê preferência para empresas e negociações flexíveis
  • Opte por fornecedores que prezem a boa comunicação
  • Faça pesquisas de satisfação dos clientes
  • Conheça inteiramente os produtos e serviços oferecidos

Ficou muito mais fácil entender a importância de cultivar um bom relacionamento com seus fornecedores, não é mesmo? Lembre-se de tratar esse processo como um elemento básico de gestão estratégica, afinal, seus parceiros impactam diretamente no produto que você oferece aos seus clientes.

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