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A importância do Natal para o varejo – números que impressionam

Cristina Cruz | 18 de dezembro de 2017

Historicamente, o Natal é a data mais importante do ano para o varejo, especialmente para as grandes redes varejistas que, a partir do dia 15 de novembro, costumam receber um maior número de consumidores em suas lojas. A maior procura pelas líderes do mercado, nesta época do ano, justifica-se pelo fato dessas lojas se concentrarem em shoppings e áreas mais centrais, o que garante uma maior facilidade para a jornada de compra do cliente.

Além disso, outro fenômeno que tem ganhado força nos natais mais recentes é o mercado de vendas online. Para se ter ideia, o e-commerce faturou R$ 7,7 bilhões no Brasil, no Natal de 2016, segundo pesquisa da Ebit, empresa de informações sobre o comércio eletrônico nacional. Com uma crescente de 8%, a expectativa para o Natal deste ano é que as lojas virtuais se tornem o principal canal de compras do consumidor, conforme indica pesquisa do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC) em parceria com a Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL). Nesse cenário digital, os grandes varejistas e sites especializados em vestuários e acessórios serão os preferidos do consumidor.

Ainda em conformidade com o estudo do SPC e da CNDL, 73% da população brasileira pretende ir às compras neste Natal de 2017, o que resulta em cerca de 110 milhões de consumidores circulando pelas grandes lojas do varejo ou trafegando pelo comércio virtual, além das lojas de rua, que, apesar de não terem a mesma força das líderes do mercado, também movimentam a economia nesta época do ano.

A força do Natal para o varejo

Entra ano e sai ano, o Natal garante às grandes lojas do varejo o maior número de vendas durante o ano, com uma enorme margem sobre outros períodos do ano, como a Black Friday, Dia dos Namorados e Dia das Mães. Mas o que faz com que o Natal tenha essa força gigantesca de, no final de todo ano, aumentar exponencialmente o gráfico de vendas em diversos segmentos varejistas no país?

A resposta para essa pergunta não guarda grandes segredos. O alto volume de vendas neste período do ano se dá devido à própria tradição do Natal, que é extremamente forte no Brasil. O principal responsável por levar o consumidor às compras no período natalino é o hábito de presentear. Ainda conforme pesquisa do SPC, quase dois terços dos brasileiros que vão às compras para o Natal (64%) dizem fazê-lo pela tradição. Outros 31% consideram o gesto de presentear importante.

Essa cultura de presentear no Natal, que ocorre concomitantemente ao mês em que, geralmente, as empresas pagam o 13º salário, garante a mesma cena todos os anos: shoppings lotados em dezembro e, agora, isso também se reflete no comércio virtual.

Os segmentos de vestuário, brinquedos, cosméticos, perfumes, celulares e eletrônicos são os mais procurados pelos consumidores que desejam presentear no período de Natal. Além disso, as grandes redes de supermercado também registram um aumento progressivo em suas vendas. Por isso, este período também movimenta hipermercados, supermercados e outras redes de produtos alimentícios e bebidas.

Esse cenário indica dois aspectos importantes a respeito da data: o primeiro é o fato de que a comemoração natalina movimenta o mercado de forma intensa e o segundo é que as grandes redes varejistas, em diferentes segmentos, obtém resultados significativos nesta época do ano, garantindo números expressivos de vendas.

O Natal de 2016 e as expectativas para 2017

O Natal brasileiro em 2016, apesar do período de crise econômica, rendeu bons resultados para o comércio no país. Estima-se que, no período, 107,6 milhões de consumidores foram às compras, movimentando cerca de R$ 50 bilhões, conforme pesquisa do SPC. Em 2017, o montante deve chegar a R$ 51,2 bilhões.

Ainda que a expectativa de vendas para este ano seja ligeiramente melhor em relação ao ano passado, em 2016 os consumidores estavam dispostos a gastar um pouco além do que apontam as estimativas para 2017; enquanto é esperado um gasto médio de R$ 461,91 em quatro ou cinco presentes na data atual, a média de 2016 foi de R$ 465,59.

Outro dado importante a respeito do Natal de 2016 é em relação ao comércio digital. No ano passado, os grandes centros comerciais, como os shopping centers, corresponderam a 41% das vendas no período, enquanto o comércio eletrônico vendeu 32%, margem que deve ser ainda maior neste ano, fazendo do e-commerce a principal via de vendas natalinas.

Os números do e-commerce no Natal de 2016

Conforme já apontado, as vendas de Natal totalizaram R$ 7,7 bilhões no e-commerce brasileiro em 2016, representando crescimento nominal de 3,8% em comparação com a mesma data em 2015, conforme pesquisa da Ebit.

O tíquete médio também foi maior, fechando em R$ 463, alta de 10,3% em relação ao mesmo período em 2015. A Ebit considerou as vendas de bens de consumo realizadas em lojas virtuais no período de 15 de novembro a 24 de dezembro. As vendas da Black Friday de 25 de novembro de 2016 totalizaram R$ 1,9 bilhão, estão, portanto, incluídas no estudo e correspondem a 25% do faturamento total.

Para se ter ideia do quanto o Natal rende ao varejo brasileiro em relação a outras datas do ano, apresenta-se, a seguir, uma tabela de sazonalidade do comércio online, em 2016, elaborada pela Ebit. Pode-se observar, segundo o estudo realizado, que no período natalino, o faturamento no e-commerce foi 4 vezes maior do que a segunda data mais importante do comércio, a Black Friday.

Sazonalidade do e-commerce no Brasil em 2016

2016 Período Faturamento Tíquete Médio Crescimento
Dia do Consumidor 16/03 R$ 224 mi R$ 398 12%
Dia das Mães 23/04 a 07/05 R$ 1,62 bi R$ 402 8%
Dias dos Namorados 28/05 a 12/06 R$ 1,65 bi R$ 410 16%
Dia dos Pais 30/07 a 13/08 R$ 1,76 bi R$ 441 12%
Dias das Crianças 28/09 a 11/10 R$ 1,66 bi R$ 408 13%
Black Friday 25/11 R$ 1,90 bi R$653 17%
Cyber Monday 28/11 R$ 571 mi R$ 676 94%
Natal 15/11 a 24/12 R$ 7,7 bi R$ 463 4%

Fonte: Ebit Informação – www.ebit.com.br

Segmentos do varejo que mais vendem no Natal

De acordo com uma pesquisa feita pela revista Varejo S.A., realizada nos natais de 2012 a 2015, a respeito da intenção de compra do brasileiro no período natalino, o setor de vestuário, em todos os anos, foi o mais desejado pelos consumidores, seguido pelas lojas de calçados.

Em 2015, os shopping centers foram responsáveis pela maioria das vendas, 50,4%, onde os produtos mais procurados foram:

  • Roupas (67%)
  • Calçados (37%)
  • Brinquedos (32%)
  • Perfumes e cosméticos (28%)
  • Acessórios, como cintos, bolsas e bijuterias (20%)
  • Livros (19%)
  • Celulares (14%)
  • Videogames (9%)

Para 2017, a maioria desses mesmos segmentos do varejo deve também figurar entre os mais comprados pelos consumidores. Conforme a pesquisa do SPC, a intenção de presentes para este ano se distribui da seguinte forma:

  • Roupas (56%)
  • Brinquedos (43%),
  • Perfumes e cosméticos (32%),
  • Calçados (31%),
  • Acessórios, como cintos, bolsas e bijuterias (24%)

Por outro lado, a intenção de compras de presentes de maior valor agregado corresponde a uma porcentagem um pouco menor em relação a anos anteriores:

  • Celulares (12%),
  • Jogos e videogames (10%),
  • Eletrônicos (8%)
  • Joias (8%)

Diante desse cenário, com uma estimativa de aumento para este ano, é inegável que o Natal movimenta uma boa fatia da economia brasileira, rendendo um bom faturamento para as grandes redes do varejo. As projeções da sua companhia também prospectam um resultado melhor para este ano? Os números da sua organização também costumam bater recordes no Natal? Apresente-nos as suas experiências nos comentários.

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