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07/ago
Cristina Cruz
8 tendências para o mercado de Telecom

Além do investimento constante em melhorias tecnológicas, o caminho para a transformação digital tem exigido que as empresas de Telecom deixem de focar apenas nas vendas de conectividade e ampliem o olhar para a oferta de plataformas e experiências digitais que permitam o serviço tanto para o mercado B2C quanto para o segmento B2B. 

Pesquisadores e multinacionais, como a Amdocs, desenvolveram estudos sobre as principais tendências de telecom a partir de 2017. Confira a seguir:

1 – As principais atualizações de infraestrutura de conectividade serão prioridade

Ainda não é certo se o mundo 5G já está próximo ou pode ser concluído daqui cinco anos, analistas ainda discutem essa pauta, no entanto, todos concordam que a atual infraestrutura de telecomunicações precisa ser reconstruída para acomodar o aumento desenfreado do tráfego dos muitos dispositivos que estão sendo conectados.

Para isso, as operadoras terão que atualizar sua infraestrutura básica de conectividade e, no caso da próxima mudança para a quinta geração (5G), as redes móveis podem chegar a bilhões de dólares.

2 – Setor de Telecom adere à transformação digital

Temendo adversidades decorrentes da adoção de novas tecnologias, apesar da disponibilidade de inovações, muitas empresas de telecomunicações continuam a utilizar processos manuais de negócios. No entanto, diante de alguns dos maiores surtos de dados registrados, muitas organizações abraçarão a transformação digital de processos de negócios para manterem-se competitivas.

Segundo Craig Wigginton, líder do Setor Nacional dos EUA da Deloitte, a disponibilidade de novas tecnologias e inovações pode fazer com que 2017 seja considerado o ano da transformação digital para as operadoras. As áreas com maior potencial de melhoria digital incluem atendimento ao cliente, vendas e faturamento.

3 – Competição para conquistar clientes com rapidez e convergência

A digitalização de serviços significa que diferentes tipos de conectividade e ofertas serão vendidos em pacotes e, enquanto atualmente esses pacotes concentram-se principalmente em serviços de comunicação e mídia, eles podem ser e provavelmente serão estendidos a outras indústrias, como varejo e energia.

Os provedores de serviços móveis que estão nos estágios finais de suas implantações de 4G têm notado o aumento no número de assinantes para essa tecnologia, o que está levando a um acréscimo no uso de dados e troca por planos de dados com preços mais altos. Esses provedores de serviços competirão agressivamente pela cobertura de rede 4G e pelos assinantes para manterem seu crescimento.

No objetivo de garantir a superioridade de rede e a vantagem de preços que ela traz, as operadoras continuarão investindo em suas redes de atualização para 4 e, eventualmente, 5G. Também continuarão com a modernização da rede na combinação e atualização das redes fixo-móvel.

Os prestadores de serviços de fibra vão continuar a investir em suas redes para responder à crescente demanda de alta velocidade. Se não, eles poderão ser ameaçados por empresas de redes alternativas.

4 – Desponta a Internet das Coisas Industrial

Apesar de uma enorme gama de brinquedos, dispositivos e objetos variados conectados chegarem às prateleiras todos os anos, a Internet das Coisas não se resume a produtos domésticos, mas abrange uma maior conectividade em termos de transporte, manufatura, serviço e governo.

Já a Internet das Coisas Industrial, também conhecida como Internet Industrial, aproveita dados baseados em sensores, comunicação de máquina a máquina (M2M) e tecnologias de automação para melhorar as funções essenciais de negócios, como a cadeia de suprimentos e o gerenciamento de frota.

Nos próximos meses, muitos profissionais de Telecom começarão a incorporar sensores em veículos, equipamentos, torres e outros, se esforçando para melhorar o desempenho geral.

5 – Tecnologia de satélites para expansão das redes 3G e 4G

A expansão das redes 3G e 4G às áreas remotas do Brasil e latino-americanas deve contar com a tecnologia de satélites para a ampliação da infraestrutura de conexão. Com a chegada da geração de satélites HTS (High Throughtput Satellite), o custo-benefício da utilização dessa tecnologia passou a ser ainda mais vantajoso e utiliza o aumento de capacidade dos sinais para ampliar o alcance de redes e de pessoas atingidas pela conectividade.

6 – Continuação da expansão do mercado de transmissão de vídeos por satélite

Principalmente devido à migração de SD para HD, a distribuição de canais de vídeo via satélite se manterá em crescimento contínuo. Além disso, a chegada do Ultra HD na América Latina também deve ampliar a demanda por capacidade de satélites.

7 – Demandas sociais entram na pauta do mercado de telecomunicações

Já se sabe da alta demanda por conectividade no Brasil e América Latina. Contudo, a fim de atender as necessidades de regiões carentes e dos programas governamentais, os provedores precisarão contar com a tecnologia satelital para suprir a todos e permitir que uma nova parcela da população tenha acesso a essa conectividade.

8 – Assistentes de Cliente Virtual (VCA) são tendência

De acordo com definição do Gartner, um assistente de cliente virtual (VCA) é um aplicativo de negócios que simula uma conversa para fornecer informações e, se avançado, toma medidas em nome do cliente para realizar transações. A interação com um VCA é possível de diversas maneiras, como as aplicações do messaging do consumidor, apps móveis, comunidades peer-to-peer, quiosques e outras interfaces baseadas em web ou móveis, sendo que o contato é feito por texto. Um VCA pode suportar engajamento baseado em fala e texto em situações onde o processamento de voz está habilitado.

O VCA conta com repositórios de conhecimento e tecnologias de processamento de linguagem natural (PNL). Em alguns cenários de serviços, a combinação de tecnologia de voz e VCA fornece uma forte proposta de atendimento ao cliente. De acordo com a ABI Research, apenas os operadores móveis dedicarão mais de US$ 50 bilhões em análises de dados e de aprendizado de dados nos próximos cinco anos para melhorar o desempenho do negócio, incluindo o desempenho em rede, gerenciamento em tempo real, vendas, marketing e experiência do cliente.

Esse é o momento que as operadoras têm a oportunidade de fornecer uma experiência digital simplificada. Caso saibam aproveitar ao máximo seus ativos de rede, sua base de clientes, insights de dados e parcerias de trabalho poderão se tornar ainda mais importantes para o dia a dia de seus consumidores.

E você, o que achou das tendências de telecom para os próximos anos? Gostaria de acrescentar algum item? Compartilhe conosco nos comentários!

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