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Veja do que serão capazes os robôs autônomos

Cristina Cruz | 24 de agosto de 2016

Pode ser que, neste ano mesmo, você se depare com algo diferente nas casas e empresas: um robô. Isso mesmo, versões rudimentares do humanoide Rosie, de Os Jetsons, estão cada vez mais próximas da realidade e podem se tornar populares no mundo todo.

Devido ao avanço tecnológico ocorrido nas últimas décadas, os robôs deixaram a ficção e tornaram-se realidade. Dotados de inteligência artificial, eles são capazes de aprender e de repetir ações pré-programadas.

Existem vários tipos de robôs, que são desenvolvidos para executar das tarefas mais simples às mais complexas, desde a faxina de um local ou abastecer prateleiras de supermercados até a exploração de ambientes com gases tóxicos, desarmamento de bombas e resgate de sobreviventes em locais de difícil acesso.

Os robôs autônomos têm a capacidade de obter informações sobre seus ambientes e trabalhar por um longo período de tempo sem intervenção humana. Exemplos desses robôs variam de helicópteros autônomos a aspiradores de pó. Por serem autossuficientes, podem se mover durante toda a operação sem assistência humana e são capazes de evitar situações prejudiciais para si, para pessoas ou bens.

Como os robôs estão entrando no dia a dia das pessoas

Robô faxineiro

Tirar o pó e lavar o chão, por exemplo, são funções que já podem ser tiradas da lista de afazeres domésticos. A empresa norte-americana iRobot está se dedicando a tornar essas atividades cada vez mais fáceis, através da criação de uma série de robôs para a limpeza de casas e empresas. A linha Roomba 700 Series conta com três modelos autônomos capazes de detectar sujeira no piso. O 572 Pet Series, por exemplo, tem como principal função remover os pelos de animais do solo.

A LG também resolveu investir nesse mundo de robôs faxineiros e criou Vacuum Robot, um aspirador de pó autônomo capaz de informar ao dono se precisa de manutenção. Basta apertar um botão por três segundos e ele realiza um autodiagnóstico, que informa se há necessidade de algum tipo de reparo.

Robô segurança

No Japão, a companhia Tmsuk, em parceria com a Alacom, está criando um robô-segurança, capaz de detectar intrusos por sensor de calor. O androide locomove-se a 10 km/h, é guiado por um controlador que pode ver as imagens em tempo real – inclusive por celular – e é capaz de neutralizar um estranho, com uma espécie de rede, até que as forças de segurança cheguem ao local.

Robô concierge

Já no Hotel Hen-na (em tradução literal “hotel estranho”), também no Japão, robôs uniformizados já trabalham na recepção e levam as bagagens dos hóspedes para o quarto. O estabelecimento foi aberto em julho no parque temático Huis Ten Bosch, nos arredores de Nagasaki, e foi propagandeado como o primeiro hotel do mundo com funcionários androides.

Robô personal trainer

Autom incentiva o usuário, monitora os hábitos alimentares e exercícios físicos. Ele funciona de maneira bem simples: basta informá-lo sobre o quanto e o que comeu para que o robô estabeleça uma lista de exercícios e encontre dicas para que você se mantenha fiel à dieta e mantenha o foco no objetivo. O personal fitness robótico conta com conexão Wi-Fi e, através dela, é constantemente atualizado com informações sobre boa forma e saúde.

Robô babá

O Kibot é um simpático macaco eletrônico, criado pela empresa sul-coreana KT Telecom, que conta histórias, tira fotos, canta e faz chamadas de vídeo através de uma tela presente em sua barriga – que pode funcionar como uma espécie de babá eletrônica.

Mais do que uma distração para os pequenos, o simpático macaquinho serve como uma ferramenta de controle para os pais: através de conexão Wi-Fi, é possível comandar o robô remotamente. As mães têm o poder de visualizar o ambiente por completo e, assim, monitorar os rebentos mesmo à distância. A sua segunda versão, o Kibot 2, foi lançada este ano e apresenta o display no lugar onde ficaria o rosto do personagem, gerando uma interação ainda mais efetiva com as crianças. Ele vem com milhares de vídeos educacionais, livros e aplicativos, além de poder ser conectado à TV.

O que isso significa para o futuro?

Dar aos robôs o controle sobre tarefas produtivas, por exemplo, que antes eram de domínio exclusivo dos seres humanos, não só é mais eficiente como, de acordo com o MIT, é algo que hoje é desejado pelos trabalhadores. Segundo o líder do projeto e estudante no MIT, Matthew Gombolay, a solução é realmente dar às máquinas mais autonomia, se isso ajudar as pessoas a trabalharem melhor junto com os robôs.

Como as tecnologias emergentes tornam-se mais proeminentes, a relação entre humanos e robôs está evoluindo. Sendo possível que os androides substituam os humanos em diversas tarefas. Além disso, as tendências de envolvimento robótico em processos da indústria permitirão que as empresas aumentem a produtividade e melhorem a experiência do cliente, fazendo com que isso seja uma vantagem competitiva.

Outra discussão importante e que, provavelmente, será pautada a longo prazo é o quão confortáveis as pessoas ​​ficarão trabalhando com robôs. Por ser algo muito novo, é possível que haja um estranhamento à primeira vista. Além disso, os filmes de ficção científica, em que os androides tentam dominar o mundo, pode ter feito com que as pessoas tenham desenvolvido certa desconfiança de máquinas artificialmente inteligentes.

E você, se sentiria confortável trabalhando com um robô ou utilizando seus serviços? Compartilhe conosco suas ideias!

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