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Recursos de mobilidade indispensáveis para empresas conectadas

Cristina Cruz | 3 de março de 2016

A mobilidade corporativa, como já dissemos por aqui, é o termo adotado para a tecnologia que permite a movimentação do usuário enquanto é utilizada e que vai com ele para qualquer lugar. Em crescimento no mundo todo, ela vem transformando a paisagem interna das empresas, com a substituição dos computadores pessoais por dispositivos móveis, que acompanham os colaboradores onde quer que eles estejam.

Sem dúvida, a mobilidade traz ganhos significativos de agilidade e eficiência para os negócios, ao mesmo tempo em que desafia os gestores de TI com novas questões, casos de uso e riscos.

Os caminhos da TI

Pesquisa feita pela IDC aponta que 90% do crescimento da tecnologia da informação entre 2013 e 2020 terá relação com o investimento em cloud computing, mobilidade, big data e social business. Entretanto, algumas empresas ainda têm dúvidas sobre como e por onde começar a adotar, especialmente, as estratégias relacionadas às aplicações móveis corporativas. As iniciativas mobile trazem uma série de desafios: rápida velocidade de mudança, escolha tecnológica complexa e garantia de segurança das informações, entre outros.

Segurança é a palavra de ordem

Quando se fala em mobilidade corporativa, a palavra de ordem é segurança. Várias empresas têm adotado soluções móveis para aumentar a eficiência de equipes de campo, de atendimento e colaboradores remotos. No entanto, o aumento de dispositivos com acesso às funcionalidades de negócio também exigirá maior controle por parte das empresas. O avanço de tecnologias exige uma evolução das ferramentas de proteção. A participação do orçamento de segurança avançará ao menos dois pontos percentuais no orçamento de TI este ano, segundo dados do IDC, e representa um desafio para os gestores.

Smartwatches devem liderar o segmento

O Gartner estima que as vendas mundiais de wearables (ou dispositivos vestíveis, em tradução livre) deverão atingir US$ 28,7 bilhões em 2016, um aumento de 18,4% em comparação a 2015. Desse total, US$ 11,5 bilhões serão de smartwatches. A previsão, segundo o instituto, é que até 2017, sua utilização cresça 48%, boa parte devido às iniciativas de popularizar essa tecnologia como um estilo de vida.

Os Capacetes de Realidade Virtual (HMDs, sigla para Head-mounted display) representam um mercado emergente: em 2016, ele avançará para a adoção por consumidores e para o uso corporativo. A expectativa é que novos HMDs de realidade virtual sejam disponibilizados juntamente com jogos de videogame, com conteúdo de entretenimento e aplicações críticas de negócios.

Aplicativos híbridos

Considerados como tendência em 2015, os aplicativos híbridos continuam em alta. Em destaque, estão os que podem funcionar online e offline, com processamento e inteligência tecnológica no próprio equipamento, já que atendem as necessidades do usuário móvel. Além de possibilitar mais agilidade, os apps  híbridos aumentam a produtividade dos colaboradores. Por exemplo, quando utilizado para automação de força de vendas, eles podem diminuir um processo que antes levava 15 minutos, para 1 minuto. Outra vantagem dos é que os apps íbridos também possibilitam que as aplicações de campo não fiquem restritas apenas a ambientes que tenham conexão.

Office 365

Lançado no Brasil em 2013, o Microsoft Office 365 funciona com o conceito de SaaS (software as a service) e oferece, além da facilidade de poder acessar documentos a partir de qualquer computador conectado à internet, uma série de vantagens para quem trabalha com equipes grandes, como o compartilhamento de documentos para que outras pessoas possam editá-los. Para empresas, todas essas facilidades rodam sob uma infraestrutura 100% em nuvem, dispensando investimentos em hardware, energia, manutenção, backup e outros custos pertinentes à mesma solução física e ainda conta com garantia de disponibilidade de 99,9%.

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A Internet das coisas

A Internet das Coisas (IoT – Internet of Things), deve movimentar, segundo o IDC, US$ 4,1 bilhões no Brasil em 2016. Ao permitir que todos os objetos comuniquem entre si, a IoT faz com que o mundo digital e o mundo físico se conectem e se influenciem mutuamente. Sua relevância fez com que o Gartner a apontasse como o quinto pilar das megatendências de TI ao lado de big data, cloud computing, social media e mobilidade. Um estudo divulgado pela Tata Consultancy Services (TCS), apontou que as companhias latinas aumentaram em 18,3% suas receitas para adoção de IoT – o maior percentual de todas as regiões pesquisadas – com o Brasil gastando cerca de US$ 79 milhões em tecnologias deste tipo. Fornecedores de equipamentos e desenvolvedores de plataformas, softwares e soluções industriais devem intensificar o lançamento de soluções de IoT customizadas e em escala para as empresas.

Cloud: um caminho sem volta

É impossível falar em mobilidade sem falar de cloud. A primeira não existe sem a segunda, e este é um conceito que continuará crescendo não só em 2016, mas também nos próximos anos. A expectativa, diz o IDC, é de um aumento de 20% ao ano nos serviços de cloud público, até o final da década. Responsável pelo crescimento da adoção dessa tecnologia nas empresas em 2015, o modelo de nuvem híbrida, com parte da sua infraestrutura na nuvem, e serviços mais críticos ou que precisam de maior confidencialidade no seu próprio ambiente, é ideal para quem não quer mudar 100% do data center para a nuvem. Tudo leva a crer que em 2016 esse será o modelo responsável pela adoção de cloud de forma considerável nas organizações.

Big Data/Analytics

A proximidade entre as áreas de TI e de linhas de negócio leva a um melhor entendimento das necessidades dos clientes. A previsão é de que este mercado movimente US$ 811 milhões no Brasil em 2016.  Softwares de business intelligence que consolidem dados relevantes de várias fontes em um único aplicativo, permitam decisões de forma colaborativa e em tempo real e capturem dados de dispositivos móveis em tempo real também devem ganhar espaço.

Conforme o acesso às ferramentas de data analytics cresce dentro das empresas, o cientista de dados ganha relevância. A informação qualificada se torna cada vez mais um ativo relevante e, por isso, precisa ser protegida. Diante dos casos crescentes de roubo de informações, o número de proteções que garantam a segurança dos dados aumentará. Deste modo, as empresas buscarão formas para assegurar que sua proteção e acessibilidade estejam sob controle.

Social Business e Customer Experience

Dentro das empresas, cresce o interesse por estes temas, como forma de se destacar da concorrência. Até agora as iniciativas em mídias sociais visavam gerar consciência, colaboração e geração de demanda, mas não atraíam tanta receita. Agora as empresas devem potencializar seus canais sociais, combinados com big data, analytics e mobilidade, para trabalhar com recomendações mais assertivas, análise e previsão de demanda, melhoria na experiência com dispositivos móveis, detecção precoce de problemas e atendimento com maior suporte para respostas.

E você, como tem preparado sua empresa para enfrentar os desafios e aproveitar as vantagens da mobilidade? Conte pra gente!

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