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Negócios de realidades virtual e aumentada que você precisa conhecer

Cristina Cruz | 10 de outubro de 2016

Novas tecnologias sempre significam novas oportunidades de negócios. A tendência, que ganha cada vez mais espaço no mercado e começa a gerar novos negócios, é a realidade aumentada. A integração entre virtual e real tem trazido resultados elogiados por profissionais de áreas bastante diversas. O jogo Pokémon Go é um ótimo exemplo de como a realidade aumentada tem transformado gestões e mercados.

Com possibilidades em plena expansão, a RA vem atraindo empresários em busca de oportunidades nos mais diversos setores, da publicidade à educação. É uma tendência que ganha cada vez mais espaço, e que você precisa conhecer melhor. Mas do que se trata, exatamente?

Realidade Aumentada é a sobreposição de objetos e imagens no ambiente virtual por meio de algum dispositivo tecnológico. Ou, de uma forma mais simples, é a tecnologia que permite que o mundo virtual seja misturado ao real. Ela tende a abrir novas dimensões na maneira como executamos tarefas, ou mesmo aquelas que incumbimos às máquinas. Exatamente o que acontece com os jogadores de Pokémon Go.

Com a tecnologia, novas experiências e novos conteúdos podem ser gerados. Se atualmente o mercado publicitário é o maior consumidor dessa tecnologia, a tendência aponta para outros possíveis mercados em expansão: educação, entretenimento, turismo e varejo. Conheça alguns negócios que já estão aproveitando esse mercado:

Oculus Rift – O óculos de realidade virtual

O Oculus Rift é um óculos de realidade virtual aumentada, voltado para quem curte games. Desenvolvido pela Oculus VR, empresa comprada pelo Facebook por R$ 2 milhões, o Oculus Rift tem um visor que projeta imagens em frente aos olhos do usuário e acompanha os movimentos da cabeça para movimentar a cena. É uma imersão em 360 graus. A tela tem 7 polegadas exibindo imagens levemente diferentes para cada olho. O dispositivo usa três giroscópios, três acelerômetros e três magnetômetros. Com as especificações, a expectativa é que o dispositivo revolucione o mundo dos games.  

C-Tru – O capacete inteligente para bombeiros

Os equipamentos utilizados hoje em dia em missões de resgate dos bombeiros ainda são bastante arcaicos. Pensando nisso, o designer Omer Haciomeroglu projetou o C-Thru, um capacete tecnológico que tem quatro ferramentas principais que auxiliam na hora do resgate: um visor com sensor térmico que mostra as zonas de calor do ambiente em tempo real; um sensor que consegue definir a forma do ambiente e do mobiliário, permitindo a movimentação do bombeiro mesmo num ambiente com fumaça; recurso de cancelamento de ruído seletivo que bloqueia o barulho das chamas e enfatiza gritos de socorro; e um sistema de comunicação simplificado entre os bombeiros da equipe.

Basicamente, o capacete transmite dados e vídeos do ambiente via wireless para um serviço de análise na nuvem através do dispositivo móvel de computação dos bombeiros. A partir daí, a informação processada é distribuída para todos os membros da equipe e mostrada nos visores HUD deles. Isso liberaria as mãos dos bombeiros para tarefas mais importantes, como resgatar pessoas com mais segurança. Além disso, os dados gravados em vídeo podem ser usados como referência e para treinamentos futuros – e talvez até como evidências em processos movidos contra o departamento dos bombeiros.

Google Glass – Os óculos inteligentes do Google

O Google Glass promete revolucionar o modo como usamos a internet e os computadores. Trata-se de uma espécie de smartphone embutido em um par de óculos. Com uma bateria na haste e a promessa de oferecer imagens de realidade aumentada, entre outras funções online. Os óculos contam com uma pequena tela de LCD ou AMOLED na parte superior e em frente aos olhos do usuário. Com o uso de uma câmera e GPS, você pode se situar, assim como selecionar opções com o movimento da cabeça.

Para alguém que tem limitações físicas, tarefas cotidianas como atender o telefone, tirar fotos ou digitar podem ser um grande desafio. Gadgets como o Google Glass usam a realidade aumentada para ajudar essas pessoas a conseguirem independência e uma vida com muito mais qualidade, por exemplo.

Startups brasileiras também usam realidade aumentada

Algumas startups brasileiras também viram na realidade aumentada oportunidades de grandes negócios. Conheça três startups brasileiras que estão atuando nesse mercado:

Digital Illusions

A Digital Illusions é uma startup paulista que desenvolveu o aplicativo Ar.on. O app adiciona a objetos novas possibilidades de interação e de conteúdo. Uma propaganda em uma revista se torna uma nova plataforma interativa com o consumidor. No seu modelo de negócio, o usuário instala gratuitamente o aplicativo, enquanto as empresas que queiram incluir uma interação no seu produto/serviço precisam contratar a startup.

Eruga

Eruga é uma startup localizada em Curitiba – PR, que atua na área de educação. Por meio de um dispositivo, que pode ser um smartphone, tablet ou smart glass, o aluno aprende em um livro didático interativo, gamificado e em três dimensões. A previsão é encerrar 2015 com mais de 15 mil estudantes atendidos e faturamento de R$ 2 milhões.

Beenoculus

A Beenoculus, também original de Curitiba, desenvolveu óculos que prometem mergulhar o usuário em uma experiência mais profunda de apps e jogos. De forma geral, a proposta oferecida pelo Beenoculus é a mesma de outras marcas famosas como o Samsung Gear VR e o Oculus Rift. Entretanto, a empresa brasileira oferece a tecnologia a custo reduzido. Enquanto os óculos do Galaxy chegarão a um valor de US$ 199 (cerca de R$ 530), o Beenoculus custará R$ 99.

As antigas barreiras que impossibilitavam o surgimento desse tipo de atividade foram quebradas pela tecnologia, de forma que o que antes era impossível, hoje, já vem sendo utilizado e está presente no dia a dia de muitos. Aumentada ou virtual, essas realidades são gigantes oportunidades no ambiente corporativo. E o que evidenciou esse espaço foi o game Pokémon Go.

A verdade é que a Realidade Virtual e a Realidade Aumentada vão transformar o futuro dos negócios, às empresas cabe se adaptar para tirar o melhor proveito desse novo mundo virtual.

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