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Como a próxima revolução industrial pode impactar o crescimento sustentável

Cristina Cruz | 29 de setembro de 2016

Quando olhamos e analisamos a história de desenvolvimento mundial, momentos com picos de grande crescimento sempre estão atrelados a algum tipo de revolução industrial. A máquina a vapor, na metade do século 19, o modelo de produção em massa, no início do século 20, e o boom da automação, na década de 70: essas três grandes revoluções de fabricação, que aconteceram em média a cada 50 anos, aumentaram a produtividade e foram responsáveis pelo impacto no crescimento da economia mundial.

A produtividade tem sido a alavanca que proporciona crescimento e as mudanças observadas ao longo dos últimos anos em relação aos meios de produção, relacionadas principalmente ao avanço da tecnologia, constituem a base da próxima grande revolução, a Quarta Revolução Industrial. Essa realidade, que já faz parte do nosso dia a dia, tem transformado a interação entre os seres humanos e as máquinas, uma vez que consegue misturar os mundos real e virtual.

A era da indústria 4.0

A Quarta Revolução Industrial, ou Indústria 4.0, é um termo que foi criado por um grupo de empresários, políticos e acadêmicos da Alemanha que tinha como objetivo aumentar a competitividade da indústria através da inclusão de sistemas ciber-físicos (CPS) aos processos de transformação industriais. Esses CPS são capazes de reinventar a linha de produção, uma vez que além de aumentar a capacidade, eles conseguem produzir de acordo com dados externos, mantendo padrões de qualidade e eficiência.

Uma das principais características desse novo modelo de manufatura está ligada à ideia de design voltado para o consumidor, ou seja, a oferta de produtos personalizados será cada vez maior. E tudo isso graças à Internet das Coisas (IoT) e Big Data, que funcionam como pilares da base tecnológica que sustenta essa 4ª revolução e oportunizou os principais avanços industriais ligados à tecnologia observados nos últimos anos.

E, para muitos especialistas da área, essa personalização em escala é um dos pontos mais interessantes e animadores da nova era da indústria: em um futuro não muito distante, será possível comprar produtos com funcionalidades exatas com os mesmos custos e prazos de entrega de produtos produzidos em massa.

E o que deve mudar com essa nova fase da indústria?

Uma das primeiras consequências geradas pela integração entre fábricas inteligentes e parques industriais seria a redução do gasto energético. Segundo o Grupo de Pesquisa da Indústria 4.0, apoiado pelo governo alemão, quantidades enormes de energia são gastas durante as pausas de fins de semana e feriados, impacto esse que seria minimizado com a popularização das indústrias da era 4.0.

Além disso, a relação de trabalho também seria profundamente modificada, uma vez que a máquina pode executar com mais eficiência e em menor tempo tarefas repetitivas hoje realidades por um ser humano. Essa mudança seria capaz de proporcionar maior poder de inovação às indústrias, já que o trabalho manual seria automatizado e os trabalhadores poderiam ser melhor aproveitados em atividades que requerem concentração, capacidade de raciocínio além do próprio controle dos sistemas físicos que comandam a produção.

A era da Quarta Revolução Industrial já chegou, e ao que tudo indica se intensificará ao longo dos próximos anos. Essa pode ser uma ótima oportunidade para um novo momento de crescimento sustentável e fortalecimento da economia mundial, gerando impacto positivo pelos negócios ao redor do mundo.

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