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As cidades mais inteligentes do mundo

Algar Telecom | 4 de julho de 2016

Até o início dos anos 1990, o conceito de cidades inteligentes era apenas um conceito acadêmico. No entanto, nos últimos tempos, essa realidade mudou. Com os avanços tecnológicos e a necessidade de repensar o uso dos espaços urbanos considerando a sustentabilidade, as cidades inteligentes são reais e um modelo a ser seguido.

A maioria das tecnologias necessárias para as cidades inteligentes já é viável economicamente em todo o mundo – fácil acessibilidade da computação em nuvem, dispositivos baratos de internet, sistemas de TI cada vez mais flexíveis – que conseguem transformar as estruturas urbanas e as dinâmicas municipais.

Por que precisamos de cidades inteligentes?

Quando são analisados os dados de progresso da urbanização mundial, é possível observar que a quantidade de indivíduos e famílias em cidades tem apresentado crescimento exponencial.  Esse crescimento é decorrente das oportunidades de trabalho, econômicas e serviços públicos oferecidos.

No entanto, essa expansão sobrecarrega a estrutura que, se não for atualizada, acaba sendo insuficiente para suprir as necessidades da população. Assim, surgem problemas como os engarrafamentos no trânsito, a falta de qualidade no abastecimento de água e energia, o aumento da poluição no meio ambiente, entre outros. Desse modo, com tantas opções tecnológicas, as cidades se viram no papel de procurar soluções tecnológicas para resolver ou, ao menos, diminuir tais impactos.

Já existem iniciativas pelo mundo que são bons exemplos de cidades inteligentes. Conheça algumas delas:

Songdo – Coreia do Sul

Songdo

O jornal britânico The Guardian classificou a cidade coreana como a primeira cidade inteligente do mundo. Seu projeto de criação começou em 2003 e ganhou agilidade a partir de 2009, quando um programa de estímulos a investimentos foi lançado pelo governo local.

O planejamento levou em consideração a disseminação de espaços verdes e várias opções de mobilidade. São 25 km de ciclovias, além disso, sensores subterrâneos detectam as condições de tráfego e reprogramam os semáforos sempre que necessário. Um lago e um canal abastecidos com água do mar mantêm a umidade sem sacrificar a água potável e também são usados como via de transporte para táxis aquáticos. Todo o lixo é sugado para dentro de tubos subterrâneos e é automaticamente classificado e reciclado, enterrado ou queimado como combustível.

Ainda em fase de construção, Songdo deve ser concluída em 2018, segundo estimativas oficiais. Desde 2011, no entanto, o lugar já vem sendo povoado. Em 2013, a população era de 67.000 habitantes e espera-se que até 2020 sejam 250.000 moradores.

Londres – Inglaterra

Londres

Em 2003, foi implementado em Londres o pedágio urbano, que consiste em uma taxa diária de congestionamento para a condução de um veículo dentro da zona de tarifação das sete às 18 horas, de segunda a sexta-feira. A maneira mais fácil de pagar a taxa é por meio de um registro de autopagamento. Há uma série de isenções e descontos disponíveis para determinados veículos e indivíduos. Com a cobrança, a ideia é diminuir o congestionamento e os gazes poluentes.

Outra tecnologia que contribui para aumentar a segurança no trânsito da cidade britânica é um sistema inteligente, capaz de identificar a quantidade de ciclistas circulando em uma rota e garantir que o tempo de abertura dos semáforos seja maior quando houver mais bicicletas nas ruas.

Além disso, os planos são para que Londres tenha taxis elétricos a partir de 2018.  A ideia é que os carros usados sejam do modelo TX5, da montadora chinesa Geely, que é ligada a London Taxi Company. Esse veículo é capaz de rodar até 600 km por recarga em motor elétrico e ainda conta com um extensor de autonomia movido a gasolina (serve como gerador por 40 km por litro de combustível). Essa é mais uma tentativa de reduzir as emissões de carbono na cidade e, ao mesmo tempo, evoluir no quesito mobilidade urbana.

Copenhague – Dinamarca

Copenhague

É na cidade dinamarquesa onde existe um dos melhores exemplos de redução das emissões de carbono de todo o planeta. Em relação a 2005, quando o conceito de carbono zero passou a fazer parte das ações do governo local, Copenhague reduziu 21% das emissões. Hoje em dia, a cidade emite, em média, dois milhões de toneladas per capita de carbono por ano. A meta é reduzir ainda mais a emissão até 2025. Para atingir o objetivo, todos os novos edifícios precisam ser construídos segundo os princípios da sustentabilidade.

Além disso, segundo dados oficiais, em Copenhague, metade da população de pouco mais de meio milhão de pessoas usa bicicletas para chegar ao trabalho. A cidade possui um amplo sistema de aluguel de bicicletas equipadas com GPS. Recentemente, elas começaram a receber sensores que detectam a qualidade do ar e ainda permitem aos usuários receber informações em tempo real sobre congestionamentos.

E no Brasil? Quais são as cidades consideradas inteligentes?

Rio de Janeiro

No Brasil também existem cidades inteligentes, que estão caminhando para se adequarem às novas necessidades urbanas. Em 2015, as empresas Satori e Urban Systems elaboraram o Ranking Connected Smart Cities que mapeou 700 municípios (com mais de 500 mil habitantes) e classificou 50 como os mais desenvolvidos.  

Além da categoria geral, a pesquisa contemplou subdivisões como mobilidade integrada, urbanismo, meio ambiente e energia. No quesito mobilidade integrada, São Paulo ficou em primeiro lugar. Já em urbanismo, a melhor colocada foi Maringá, no Paraná. Em energia, a cidade paulista de Pirassununga foi a vencedora. Belo Horizonte, em Minas Gerais, destacou-se em meio ambiente. Economia, tecnologia e inovação foram lideradas pela capital carioca, Rio de Janeiro, que também ocupou a primeira posição no ranking geral.

Uberlândia – Minas Gerais, onde está sediada a Algar Telecom, e onde há também o projeto de um bairro inteligente, chamado Granja Marileusa, foi considerada a 13ª cidade mais inteligente do Brasil.

E você, gostaria de viver em uma cidade inteligente ou já visitou alguma das listadas acima? Compartilhe conosco as suas experiências!

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