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19/maio
Cristina Cruz

Uma pauta importante dentro das empresas atualmente, a evolução digital chegou trazendo oportunidades de transformar os negócios e conferir poder de diferenciação junto aos principais concorrentes. Nesse contexto, e apesar de todos os desafios que envolvem as operações relacionadas à digitalização, a Transformação Digital (TD) passou a ser considerada um movimento estratégico pelas organizações que desejam levar seus negócios para o ambiente digital.  

Os constantes avanços da tecnologia da informação aliados ao surgimento de ferramentas inovadoras e das novas demandas vindas dos consumidores, têm feito com que as empresas busquem moldar a forma como atuam no mercado e também o modo como interagem com seus clientes. Nesse sentido, para que os novos modelos de negócio sejam colocados em prática, é preciso que aconteça uma renovação da infraestrutura de tecnologia: optar por ambiente mais flexível e que permita a implementação de tendências tecnológicas consideradas fundamentais para o sucesso da era digital, como computação em nuvem e Internet das Coisas, é o primeiro passo do caminho rumo à TD.

Ou seja, para fazer essa migração e atingir a Transformação Digital, é necessário que a empresa passe por mudanças de ordem processual, operacional e também de gestão. Criar uma TI bimodal e conduzir uma mudança da cultura organizacional, que atinja todos os setores do negócio, são passos essenciais para que a transformação possa efetivamente acontecer. Sem a adoção dessas práticas, é provável que organização não consiga criar uma nova infraestrutura, baseada em processos digitais, nem viabilize o uso de ferramentas que geram impacto positivo ao negócio, como Big Data e Analytics.

Confira a seguir em que consiste esse o conceito de TI Bimodal, quais as principais vantagens desse modelo e como ele pode influenciar no processo de digitalização das empresas.

O que é o modelo de TI Bimodal?

Como a era digital exige das empresas uma postura diferente quanto às estratégias para tornar os negócios mais funcionais, próximos e eficientes, é preciso que a estrutura de tecnologia também seja revista. Nesse sentido, as aplicações relacionadas à TI Bimodal tornam-se uma alternativa interessante para tornar mais eficiente, ágil e aberta à experimentação.

Criado em 2013 pelo Gartner, o termo TI Bimodal surgiu com a proposta de ser uma solução para as limitações da TI tradicional e também para conseguir fazer com que os novos desafios da tecnologia sejam melhor desenvolvidos, aprimorados e colocados em prática pelas organizações. Essa abordagem propõe que a área de tecnologia funcione com duas frentes de atuação diferentes, nomeadas como Modo 1 e Modo 2.

O Modo 1, também conhecido como TI tradicional, trabalha com o gerenciamento de softwares e aplicações que já existem dentro das empresas a fim de garantir o pleno funcionamento dos mesmos dentra da estrutura corporativa. Por isso, esse modo tem como foco estabilidade, segurança, precisão e performance, consideradas essenciais para que os especialistas da área consigam desenvolver um bom trabalho.

O Modo 2, ou a TI não tradicional, é mais exploratória e preza a agilidade, principalmente no que diz respeito à criação de soluções para as mais diferentes situações que fazem parte da rotina das grandes empresas. Desse modo, ela é destinada à geração de inovação, tanto na criação de novos produtos e serviços, quanto na capacidade de conquistar novos mercados.

Além disso, essa nova abordagem procura trabalhar para tornar a experiência dos seus usuários a melhor possível. Para atingir esse objetivo, é preciso que as organizações invistam na criação de equipes multidisciplinares, onde  conhecimentos relacionados a User Experience (UX), comunicação digital e Customer Success, por exemplo, são fundamentais para o desenvolvimento de um trabalho efetivo dentro dessa proposta.

Portanto, a TI Bimodal recomenda que os dois modos dialoguem entre si e, portanto, sejam colocados em prática de forma que cada um desempenhe suas tarefas a partir das prioridades preestabelecidas e com recursos e tecnologias que forem necessárias.

As vantagens da TI Bimodal

Um dos principais motivos para adotar o modelo bimodal é o poder de promover inovação dentro da empresa, uma vez que o Modo 2 possibilita criar uma estrutura flexível o suficiente para os trabalhos de pesquisa e desenvolvimento de novos produtos e serviços. Além disso, essa postura também permite criar um departamento de TI estratégico, que consegue se adequar às necessidades mais diversas e que é capaz de interagir com as outras áreas da organização de forma eficiente, aumentando a colaboração e a capacidade de competitividade do negócio no mercado.

Em uma recente pesquisa divulgada pela Red Hat, 247 tomadores de decisões do setor de TI de grandes empresas foram entrevistados a fim de relatar os atuais esforços e os planos futuros relacionados à TI Bimodal. De acordo com os números revelados pelo levantamento, 70% das pessoas consultadas acreditam que o modelo bimodal apresenta maior agilidade em relação ao modelo tradicional e 45% consideram que a eficiência também aumentou após a implementação dessa abordagem. Confira outros números dessa pesquisa que reforçam as principais vantagens da TI Bimodal:

Para os entrevistados:

  • 51% acreditam no melhor alinhamento entre negócios e TI
  • 44% notaram redução no tempo de comercialização de novos produtos e serviços no mercado
  • 41% consideram que houve redução nos custos
  • 41% garantem que houve melhoria na capacidade de inovação dos negócios

Como implementar o modelo ideal?

De acordo com o vice-presidente sênior do Gartner, Peter Sondergaard, até 2017, 75% das companhias irão utilizar o modelo bimodal. Pensando nessa dimensão, é possível chegar à conclusão de que não existe um modelo ideal a ser seguido, uma vez que cada segmento possui suas particularidades que são imprimidas automaticamente nas empresas do setor. O que existe, na verdade, é um caminho indicado por certas ações que podem ser adotadas pelas organizações que desejam implementar a TI Bimodal.

Pode parecer que não, mas, em alguns aspectos, essa estratégia já existe há algum tempo. Afinal, naturalmente a equipe de TI já fazia essa divisão para facilitar e otimizar o trabalho. A tendência é que a implementação não seja algo muito difícil se a sua instituição já tiver essa cultura.

Também vale ressaltar que não necessariamente será preciso separar os profissionais em dois grupos. Caso haja bom treinamento e orientação, é possível que todos façam parte do suporte e dos negócios. Essa ação pode até mesmo ser estimulante, visto que, se ambas as partes precisam dialogar, porque não aprender em conjunto? Assim, além de haver o enriquecimento profissional, alguns problemas podem ser evitados. Como a falta de atenção a um dos lados, que pode ocorrer por diversos fatores (desde a simples dificuldade de adaptação, até a pequena importância dada à uma das duas áreas).

Uma forma pensada por muitas empresas para o modelo bimodal é a complementação de talentos. Nesse método, perfis psicológicos ou profissionais (levando em consideração estudo, experiência etc.) são mesclados em prol de discussões mais ricas no ambiente de trabalho. No entanto, caso a empresa queira realmente fazer a divisão, é preciso ter bastante cautela e conversa com a equipe para que haja uma transição gradual.

TI Bimodal x outsourcing

O modelo bimodal é quase uma filosofia que parte da mentalidade do mundo atual. Não é por ter um setor que atua especificamente na área operacional que a terceirização precisa ser deixada de lado. É possível optar por essa maneira, mas o outsourcing também pode coexistir com a TI bimodal. Uma situação que exemplifica a necessidade de parceiros é quando existe  um grande volume de trabalho que a equipe especializada não consegue executar.

Seja com equipes distintas ou não, com terceirização ou não, ter esse novo pensamento no setor de TI é o futuro das empresas. É preciso se adaptar a essa nova realidade para atingir melhores resultados e alavancar o sucesso da instituição.

E você, o que acha do modelo Bimodal de TI? Já faz uso dessa abordagem no seu negócio? Compartilhe conosco sua opinião e experiência nos comentários!

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