Consultor Especializado mais perto da sua empresa> Sou de Média e Grande Empresa Sou de Micro e Pequena Empresa

Para melhorar sua experiência, selecione um perfil de conteúdo:

20/abr
Cristina Cruz
O que grandes empresas têm para aprender com startups

Uma das maiores demandas da transformação digital é a necessidade de velocidade para mudanças e adaptatividade aos mercados cada vez mais voláteis. E essa é justamente uma das maiores dificuldades enfrentadas por grandes empresas ao redor do mundo.

Enquanto isso, as startups mostram grande capacidade de adaptação e um maior desprendimento em relação aos modelos mais tradicionais. E é nesse ponto que elas podem servir de inspiração para as grandes corporações.

A definição de startup pode ser resumida a um grupo de pessoas de perfil empreendedor em busca de um modelo de negócios repetível e escalável (ou seja, que pode ser reproduzido repetidamente, em grande quantidade, com grande ganho de produtividade), normalmente apresentado em um cenário de incertezas e questões.

Esse modelo de gestão influencia companhias maiores, que estão remodelando todo o seu negócio para buscar justamente essa capacidade de inovação, que encontra grandes barreiras nas burocracias dos grandes mercados. Grandes empresas que começaram como startups são hoje vistas como exemplos de negócios que transformaram setores inteiros, como Netflix, Google, PayPal, Uber e Spotify.

Foram as startups que incorporaram no seu cotidiano abordagens, ferramentas e metodologias que hoje são fundamentais no processo de inovação dos negócios. Podemos citar algumas como o design thinking, o canvas do modelo de negócio (e depois o canvas da proposta de valor), as metodologias ágeis, o MVP (Produto Viável Mínimo), o desenvolvimento do cliente, a startup enxuta, entre outros.

Além das ferramentas, existem temas que são da cultura empresarial – que foram consolidados pelas startups – e que hoje podem servir de inspiração para qualquer grande empresa que deseje competir e sobreviver no mercado. Confira alguns exemplos:

Estrutura horizontal

Menos hierarquia, maior autonomia e velocidade na tomada de decisão. O paradigma de empresas com base na estrutura convencional, hierarquizada ou verticalizada em forma de pirâmide, muito comum no século XX, está, aos poucos, perdendo espaço para um novo modelo de organização.

O mercado atual pede que as informações sejam compartilhadas entre as equipes, demandando um maior engajamento entre os funcionários, mais comum em modelos colaborativos de gestão. Além disso, é válido ressaltar que implementar um modelo horizontal de gestão envolve muito diálogo e a construção de uma cultura de debate nas organizações.

Torna-se necessário, portanto, revisar estruturas formadas por departamentos, gerências, diretorias, superintendências, vice-presidências, etc. A NuBank, é um bom exemplo disso. Na fintech, os times são divididos nos chamados squads, que têm entre 10 e 50 pessoas, que possuem autonomia para tomar decisões ali mesmo, sem ter que passar para uma diretoria ou algo do tipo. No âmbito de fatura do cartão, por exemplo, há profissionais de várias áreas, como design e atendimento, que, de maneira independente, resolvem todas as demandas relativas ao setor.

Ambiente de trabalho inovador e criativo

A maioria das empresas ainda são engessadas nesse aspecto. As salas utilizadas para reuniões, processo criativo e desenvolvimento são sempre muito parecidas, pouco estimulantes e desinteressantes. É importante ter um ambiente de trabalho que estimule os colaboradores a serem mais criativos e inovadores.

Além disso, o espaço físico também pode influenciar nos resultados alcançados pela empresa. Porque um local organizado, com boa iluminação e uma estrutura que proporcione conforto aos colaboradores são fatores que impactam diretamente no humor, engajamento e desempenho das pessoas.

Dessa maneira, as alterações de layout, mais estratégicas e humanas, podem tornar as equipes mais comunicativas, engajadas e com maior e melhor índice de produção. Com isso, é possível nortear uma nova cultura dentro da empresa, estimulando valores que são regidos por inovação e criatividade, além do senso crítico e de equipe, para que todos possam trazer novas ideias.

O Twitter é uma das empresas conhecidas por seu ambiente de trabalho despojado e criativo. A companhia oferece lanches saudáveis aos seus colaboradores, espaços de descanso, com redes, sofás e almofadas, além de contar com salas de jogos, aulas de ioga, reuniões no terraço, entre outros.

Atualização de ferramentas, metodologias e pessoal

Não é possível pensar em inovação se a empresa trabalha com as mesmas ferramentas há mais de dez anos. É provável que a companhia esteja perdendo a oportunidade de se reinventar. Além de reduzir custos, novas tecnologias ajudam o negócio a pensar de maneira diferente e a aperfeiçoar métodos de trabalho. Startups de sucesso, que reinventam o modo de utilizar as tecnologias, como Netflix, Spotify e Uber, são excelentes exemplos de inspiração.

A atualização dos funcionários é outro fator essencial. O Google, por exemplo, conta com políticas próprias de incentivo à formação de seus colaboradores, que vão do investimento financeiro (bolsas de estudo) até a flexibilidade de horários para que seus funcionários possam organizar melhor suas horas de estudo.

Como apresentado ao longo do artigo, algumas táticas utilizadas nas startups podem servir de inspiração para qualquer negócio que queira se reinventar ou crescer. O contato entre as startups e empresas mais tradicionais começou com as gigantes da tecnologia, como Google e Microsoft. Depois, grandes negócios de outros ramos fizeram essa ponte e, hoje, pequenas e médias empresas compram soluções feitas por startups.

Considerar como empresas inovadoras funcionam torna-se ainda mais importante em um cenário de crise. Nesse momento, abre-se a possibilidade de rediscutir o modelo de negócios e pensar em moldes, custos e métodos que não sejam mais necessários. Reinventar-se e mudar atitudes é preciso para quem espera resultados diferentes.

É preciso se inspirar em empresas disruptivas, que são verdadeiros sinônimos de inovação e começaram como startups como Netflix, Uber e Spotify. A dinâmica do mercado convida à reinventar e observar como as startups executam suas ideias.

E você, consegue enxergar, na sua empresa, alguma das táticas utilizadas nas startups? Compartilhe conosco nos comentários!

Receba informações e dicas exclusivas em TI e Telecom, assine nossa Newsletter:

Deixe seu comentário