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O que é intraempreendedorismo e como ele pode motivar seus funcionários

Algar Telecom | 28 de dezembro de 2016

É certo que o tema empreendedorismo nunca esteve tão em alta como nos últimos anos. O sonho de comandar o próprio negócio e de trabalhar em algo que realmente acredita, aliada a situação econômica delicada que o Brasil enfrenta, são os principais fatores que têm motivado as pessoas a empreenderem. De acordo com a pesquisa Empreendedorismo no Brasil 2015, realizada pela Global Entrepreunership Monitor (GEM), o país atingiu a maior taxa de empreendedorismo de sua história: quatro em cada dez brasileiros, entre 18 e 64 anos, possuem um negócio ou já realizaram alguma ação nesse sentido. Além disso, as taxas de empreendedores iniciais e empreendedores estabelecidos também atingiram os maiores níveis já registrados.

Na realidade corporativa, o conceito de empreendedorismo pode representar a chance de promover a tão conhecida inovação nos negócios. Mas como isso é possível? Simples. Para inovar, é preciso que a empresa conte com pessoas criativas, movidas pela vontade de fazer diferente e de atingir grandes objetivos, características naturalmente presentes no ser empreendedor. Portanto, ao contrário do que pode parecer, inovação nem sempre exige grandes investimentos e pessoas especialistas no assunto, uma vez que grandes ideias podem nascer dos próprios colaboradores.

Mas para alcançar esse objetivo é preciso motivar as pessoas que fazem parte do dia a dia da empresa. E é nesse ponto que entra em cena o Intraempreendedorismo, entendido como uma modalidade de empreendedorismo praticado por colaboradores dentro das organizações em que trabalham. O perfil dos intraempreendedores, que buscam, criam e implementam ideias, é indispensável para as empresas que buscam diferenciais competitivos aliados à motivação de suas equipes internas de trabalho, uma vez que a capacidade diferenciada de analisar cenários e encontrar oportunidades é latente em pessoas engajadas com o negócio.

O tripé do intraempreendedorismo

O intraempreendedorismo pode influenciar diretamente na satisfação, comprometimento e performance dos colaboradores. Em consequência disso, a retenção de talentos e  a manutenção do poder intelectual da empresa podem ser melhorados a partir de iniciativas que motivem a capacidade empreendedora das equipes de trabalho.

Mas para que essa modalidade de empreendedorismo seja realmente efetiva e conquiste os objetivos esperados é preciso atenção quanto a três pontos essenciais:  o perfil dos trabalhadores, a cultura organizacional e o papel da liderança nesse contexto. Entenda um pouco mais o papel de cada uma dessas variáveis:

1) Perfil dos colaboradores: cada vez mais as empresas buscam por profissionais proativos e que pensem em soluções inovadoras para os problemas enfrentados pelos diretores e gestores na realidade do mundo corporativo. Assim, as companhias desejam que essas características, que resumem um perfil intraempreendedor, sejam utilizadas em prol do crescimento do próprio negócio, o que motiva a ação do intraempreendedorismo. Motivados a empreender internamente, esses colaboradores passam a agir em consonância com os objetivos da empresa, que por sua vez precisa oferecer recursos e um ambiente propício para que essas ideias realmente sejam colocadas em prática.

  • Dica: Procure evitar rotinas burocráticas e repetitivas que levam à falta de engajamento; reconheça as conquistas coletivas e individuais; promova desafios que instiguem os colaboradores e deixe claro qual é a expectativa de crescimento da carreira do profissional na empresa.

2) Ambiente e cultura organizacional: um ambiente propício para o empreendedorismo interno está diretamente ligado a cultura organizacional das empresas. Logo, é preciso que os diretores e gestores estejam atentos quanto à flexibilidade das hierarquias no sentido de não inibir os colaboradores a expor suas ideias e motivá-los a colaborar com o crescimento da organização. É importante ainda considerar que empresas burocráticas, onde as pessoas são vistas apenas como responsáveis por cumprir processos, inibem a capacidade criativa e inovadora dos profissionais. Por isso, em se tratando de ambiente e cultura organizacional voltada para o empreendedorismo interno, toda atenção é válida.

  • Dica: para promover um ambiente intraempreendedor, invista na tecnologia como aliada dos processos e oportunidades de novos negócios; encoraje as novas ideias para que sigam adiante e se transformem em possíveis inovações; aposte em equipes multidisciplinares e busque o apoio de todos os membros da empresa, mesmo aqueles do mais alto nível de administração.  

3) Liderança: dentro desse contexto de construção de um ambiente intraempreendedor, o papel dos líderes é imprescindível para a legitimação e o respaldo das ações voltadas para a inovação e empreendedorismo dos colaboradores. O exemplo, o sentimento de pertencimento e a capacidade de ouvir as pessoas “de igual para igual” são fatores que motivam as equipes de trabalho em relação a conquista  dos objetivos da empresa.

  • Dica: Procure sempre definir e alinhar os objetivos pessoais, de cada membro de cada equipe, aos objetivos maiores, que representam os interesses da empresa, a fim de envolver a todos nas metas coletivas e de comemorar as conquistas individuais de cada colaborador.

Os benefícios do intraempreendedorismo

Por auxiliar no desenvolvimento sustentável das empresas e no reconhecimento dos talentos dos colaboradores, o intraempreendedorismo pode ser considerado uma relação em que todos saem ganhando. Do ponto de vista dos colaboradores, essa modalidade de empreendedorismo interno ajuda a fortalecer a postura criativa, a agilidade e a segurança para a tomada de decisões. Além de  fomentar o espírito competitivo, essencial para fazer a diferença nos negócios. A postura ética, a percepção mais crítica, o senso de compromisso e de comprometimento completam a lista dos principais benefícios que os trabalhadores ganham com o intraempreendedorismo.

Da perspectiva da empresa, essa prática empreendedora estimula a busca por soluções inovadoras que podem representar a conquista de vantagens competitivas e a sobrevivência em um mercado marcado pela alta concorrência. Além disso, o intraempreendedorismo pode ser chave para a mudança de postura relacionada ao chefe, figura marcante nas corporações mais tradicionais. A tendência agora não é de ser um chefe, aquele que comanda de forma rígida um negócio, mas sim de um líder, que colabora, inspira e é inspirado por todos aqueles que fazem parte da empresa. Portanto, a relação “ganha-ganha” é a marca registrada do empreendedorismo interno.

E você, já incentiva essa prática na sua empresa? Compartilhe conosco suas experiências, nós queremos ouvi-lo!

GEM

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