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Blitzscaling: a estratégia de empresas de alto impacto

Como alguns negócios conseguem ganhar o mundo de forma acelerada

12/jan
Cristina Cruz
Blitzscaling: a estratégia de empresas de alto impacto

Em um exercício rápido de memória voltado para o ano de 2009, é possível recordar como se dava a comunicação via celular. As mensagens SMS eram as ferramentas predominantes e em um curto espaço de tempo novas tecnologias surgiram, permitindo uma comunicação ampla e de fácil acesso para toda a população mundial.

Os exemplos de crescimento exponencial, em um curto período após empresas serem lançadas no mercado, são muitos. Facebook, Spotify, Uber, AIRBNB, Amazon e Instagram ganharam rapidamente milhões de adeptos e seus serviços revolucionaram vários setores sociais.

O desenvolvimento de um negócio que surge pequeno e, rapidamente, circula pelo mundo ganhou o nome de Blitzscaling. O termo, que faz referência à evolução em escalas, foi amplamente propagado por Reid Hoffman, fundador do LinkedIn, outro exemplo de companhia que ganhou o status de ferramenta global em pouco tempo de atuação. Trata-se de uma definição para empresas de alto e imediato impacto.

A definição abrange todas as medidas necessárias por parte dos líderes de um negócio para fazer com que aquele empreendimento cresça de forma muito acelerada, a ponto de romper barreiras geográficas. É construir uma empresa para oferecer produtos revolucionários em níveis globais, capazes de se tornar uma referência em seu respectivo setor.

Trata-se do sonho de qualquer empreendedor: ter uma grandiosa ideia e saber trabalhar para que esse produto, em pouco tempo, torne-se o líder em consumo ao redor do planeta. Estudar este conceito auxilia a entender a história de companhias de sucesso e suas etapas até atingir o statusatual.

Desafios

Na prática, não é nada simples alcançar tamanho grau de sucesso durante os primeiros anos de atuação de uma empresa. Todos os exemplos de gigantes citados têm em comum o fato de terem sido movidos por uma grande e inovadora ideia de produto. Por mais que hoje seja banal consumir um aplicativo que reúna uma coletânea de filmes em streaming, a Netflix teve a capacidade de imaginar este cenário antes de qualquer um, o que a tornou líder mundial neste segmento.

Para descobrir se a execução de um serviço ou desenvolvimento de um produto está no caminho certo, a melhor alternativa é ouvir as opiniões dos próprios usuários. Boas novidades naturalmente popularizam-se.

Mas, ter uma grande inspiração é apenas o início dos desafios, pois a concepção pura de um produto não é suficiente para garantir qualquer êxito no mercado. Ao longo da história, grandiosas e geniais aspirações de negócios morreram presas à mente de seus idealizadores, por estes jamais conseguirem os meios corretos de execução.

Um dos problemas mais recorrentes para alcançar a blitzscaling, é a necessidade de dispor de um imediato e considerável capital para crescer. Gestores acostumados à realidade de médias e grandes empresas podem até dispor desse dinheiro para se aventurar em um novo produto ou mudar o segmento de atuação, mas sempre há o natural receio quando se fala em investir altos montantes.

Ter contato com o crescimento desenfreado pode gerar um sentimento de paradoxo em qualquer administrador, pois muitas vezes a condução dos acontecimentos parece ir contra os preceitos básicos de gestão. Afinal, a rapidez da evolução tira o tempo necessário para se ponderar sobre aspectos cruciais em vários níveis da organização.

Um aplicativo é lançado no mercado, por exemplo. Em uma semana, ele atinge a marca de mil usuários, o que exige uma equipe de cinco pessoas para a sua manutenção. No entanto, em cinco meses, milhões de pessoas já utilizam a ferramenta, o que demanda duzentos profissionais na operação. Neste tempo, o recrutamento de colaboradores precisa ser feito de forma ostensiva e imediata, sem a possibilidade de seguir criteriosos meios de seleção.

Por mais que sirvam de referência depois de consolidados, grandes negócios como o Google, durante o período de maior pico de expansão, reuniram uma série de pontos de desorganização interna, pois é impossível acompanhar um crescimento tão repentino com pleno aparelhamento institucional. Estes negócios, enquanto se assentam em meio às dificuldades, são movidos pelo ideal comum de sua equipe. Uma motivação baseada na certeza de estar criando algo inovador e capaz de romper quaisquer limites conhecidos.

Etapas do crescimento acelerado

O modelo de Reid Hoffman classifica cinco estágios de crescimento de empresas no processos em que surgem e se tornam rapidamente marcas multinacionais. Este modelo demonstra como cada etapa modifica toda a forma básica de gestão e as características institucionais e estruturais no andamento de um negócio. Vamos a elas:

Família: trata-se do processo de maturação de uma proposta inovadora, dotada de algum aspecto que a torne sem precedentes, desde os primeiros passos de sua execução. Neste momento, há apoio de um grupo bastante restrito de parceiros. É nesta fase que acontece a admissão dos primeiros colaboradores e as definições básicas de atuação em um ramo de mercado ainda inexplorado.  

Tribo: o segundo grau de evolução já possui equipe e estrutura física mais consolidadas, de modo que é possível ampliar o alcance da marca e até mesmo captar recursos para investimentos mais significativos. Nesta fase, o produto ainda não está completamente aprimorado, o que deve ser ainda um dos principais focos de atuação.

Vila: a equipe está em franca expansão e já ultrapassa os 100 funcionários, o que exige um planejamento muito maior de gestão. O produto é muito mais maduro e reconhecido, e desperta a atenção de possíveis concorrentes pelas suas reais possibilidades de ganho.

Cidade: neste estágio, o produto já conseguiu romper os limites do mercado inicial, atingindo vários outros pontos do país. A produção é feita em grande escala e com sistematização de processos, mas de forma desburocratizada para não perder o vigor do primeiro momento.

Nações: o último grau de desenvolvimento de blitzscaling é ser reconhecido mundialmente. Milhares de funcionários conduzem a empresa por uma gama de países. A estratégia global consegue entender as nuances culturais para atender às necessidades de cada povo. A empresa torna-se uma referência por toda a sua atuação.

Você, médio e grande empresário, deve ter ideias de novos produtos ou até mesmo de novas empresas para ganhar o mundo, não é mesmo? Que tal se aprofundar no tema e melhorar o alcance da sua marca? Não se esqueça de opinar e dizer tudo que achou deste artigo!

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