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A solução para a IoT está na segurança da Blockchain

Cristina Cruz | 17 de janeiro de 2018

A Internet das Coisas veio para ficar. A atual realidade tecnológica permite e estimula a criação de uma rede de objetos físicos interligados por um sistema altamente inteligente, no qual um dispositivo dialoga com outro, em uma grande cadeia sistêmica e produtiva. Este ecossistema de informações, cuja base é a internet, proporciona um universo de possibilidades práticas, tanto do ponto de vista pessoal dos cidadãos como no mundo dos negócios.

Mas a aplicação do conceito ainda enfrenta alguns receios por parte de gestores, principalmente no que envolve aspectos de segurança. Uma empresa altamente inteligente, cuja estrutura é interligada harmonicamente, é uma ideia extremamente positiva e em conformidade com as tendências do futuro. Mas basta um hacker invadir este sistema para ter acesso, de uma só vez, a todos os dados e ao funcionamento de uma grande e complexa organização.

Felizmente, existe uma ferramenta de proteção que, até então, é considerada praticamente impossível de ser violada, conhecida como Blockchain. O próprio nome (cadeia de bloco em português) já remete à forma como se dá seu funcionamento. Trata-se de uma base de dados permanente e compartilhada por uma cadeia de usuários.

Em uma linguagem simplificada, a principal singularidade é que, para corromper um sistema computacional comum, é necessário invadir um ou mais servidores na qual ele está hospedado.

Para violar o Blockchain, seria preciso invadir, individualmente, milhares de nós entrelaçados e criptografados ao redor do planeta, em um prazo de poucos minutos. Esta dificuldade trouxe a este sistema um grau de invulnerabilidade sem precedentes no que se refere à segurança digital.   

Vamos, então, entender melhor sobre esta ferramenta que tem mudado a forma das médias e grandes empresas protegerem seus negócios:

Histórico

Antes de detalhar o seu funcionamento, é preciso relacioná-lo ao conceito de Bitcoin. Este dinheiro virtual, que ganha popularidade a cada dia, funciona como um moeda descentralizada, que opera sob criptografia. O seu valor é variável, dependendo de transações diretas entre os próprios negociadores, sem a necessidade de intermediários, como um banco.

Por trás desta inovadora forma de negociação está o Blockchain, uma ferramenta inicialmente desenvolvida para assegurar a possibilidade de realizar transações financeiras com pessoas em todo o mundo pelo ambiente virtual, sem preocupações com fraudes, vazamento de informações, perdas e demais inconvenientes causados pela ação de criminosos virtuais.

Como funciona

A tecnologia se baseia em um livro-razão transparente. Ou seja, um acervo de registros contábeis, que reúne cada ínfima transação já realizada no planeta envolvendo moedas virtuais. Trata-se de um conteúdo colaborativo automaticamente atualizado à medida que os usuários o utilizam, formando um gigantesco histórico de dados e transações.

A cada dez minutos, este acervo é atualizado, ganhando um novo bloco. É como se, neste tempo, o livro recebesse uma nova página, reunindo o conjunto de negociações realizadas nos minutos antecedentes. Este bloco é automaticamente incluído aos outros milhões já realizados a cada fechamento de página durante vários anos.

Assim, é formada uma gigantesca ramificação de informações, na qual cada bloco só pode ser acessado se estiver conectado corretamente com o demais. Todo este conteúdo é criptografado e, para ser alvo de ações mal intencionadas, cada um dos códigos que compõem a rede teriam que ser descobertos.

Para que os usuários consigam fazer uma transação, é necessário aplicar uma assinatura criptográfica única, o que assegura a impossibilidade de adulteração dos registros. Isto faz com que o acervo de registros seja de exímia confiabilidade.

Para ser validada dentro do livro de registros, a infraestrutura de rede exige, necessariamente, que uma grande quantidade de computadores distribuídos pelos nós do sistema reconheçam, por meio de algoritmos, algumas características programadas para se detectar a lisura do usuário e suas reais intenções. Caso não haja uma unanimidade, ou uma taxa de aceitação próxima a isso, por parte de quem compõe os nós, esta negociação é impossível de ser concluída, o que torna extremamente difícil a atuação de eventuais criminosos virtuais.

Vantagens e aplicações para as empresas

Várias empresas já perceberam a importância de proteger seu ecossistema de informações. A lógica do Blockchain, antes utilizada exclusivamente para negociações financeiras, já incorpora uma infinidade de outros usos. Tudo que é de conteúdo importante, do ponto de vista de conteúdo ou material, pode estar assegurado.

Já existem prestadores de serviços especializados nesta tecnologia, para oferecer opções especializadas de segurança para segmentos como varejo, imobiliário, de seguros e até mesmo o setor artístico.

Em relação à Internet das Coisas, já existem empresas, como a Filament, criadas para disponibilizar tecnologias online de compartilhamento criptografado de dados para IoT. São ferramentas voltadas para o gerenciamento em grande escala do ecossistema, ideal para corporações de grande porte que querem se engajar na alta conectividade. Com a sua adoção, é possível tornar cada setor de um negócio interligado inteligentemente por meio da tecnologia, sem precisar de grandes investimentos em segurança, escalabilidade ou camadas da rede.

As possibilidades de compartilhamento inteligente de informações entre dispositivos são infinitas e, até então, estão no início da proporção que podem alcançar nos próximos anos. Planejar uma atuação nesta área pode transformar um gestor em uma referência em inovação e desenvolvimento.

O Blockchain é ideal, ainda, para a realização de processos de alta complexidade dentro de uma corporação, na qual o tempo de execução é alto e com necessidade de ser validado em diferentes níveis hierárquicos.

Uma outra vantagem é a possibilidade de rastrear integralmente qualquer transação, além de registrá-las em uma plataforma única e impossível de ser alterada. Do ponto de vista de negociações com o público externo, como clientes, fornecedores e parceiros, há uma confiança e transparência muito maior na atuação de ambos os lados, pois os dados são consistentes e facilmente disponíveis.

Como benefício, é possível citar, ainda, a eliminação de intermediários para qualquer transação. Apenas as partes interessadas possuem acesso ao conteúdo compartilhado. O melhor de tudo é a possibilidade de trocar informações com dispositivos cotidianos ou negociar durante 24 horas por dia, sem depender de qualquer agente externo. Sem contar a redução de eventuais taxas cobradas por terceiros.

Por meio deste artigo, você pôde descobrir que existe uma forma de usufruir de todos os benefícios da Internet das Coisas sem se preocupar com a segurança dos seus dados e capital compartilhados, por meio do Blockchain. Não se esqueça de deixar um comentário sobre o que você acha desta tecnologia de segurança.

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