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5 motivos que fazem CIOs perderem ou desistirem de seus cargos

Entenda por que é comum que CIOs permaneçam no mesmo cargo por, no máximo, 4 anos

03/abr
Cristina Cruz
5 motivos que fazem CIOs perderem ou desistirem de seus cargos

De acordo com estatísticas publicadas nos últimos 5 anos por grandes empresas e revistas especializadas em TI, como a Fast Company, é recorrente que gerentes de TI permaneçam em seus cargos atuais, geralmente, por cerca de apenas 4 anos e 4 meses, em média. Esse quadro de baixa permanência de CIOs em seus cargos se deve a vários fatores que podem ser subdivididos, de modo primário, em dois grupos: aqueles que não atendem mais às expectativas de suas corporações e são substituídos por outros profissionais ou aqueles que não conseguem mais lidar com as responsabilidades e pressões próprias de suas funções e desistem do cargo.

Embora esses dois motivos pareçam ser os mais obvios, a culpa pela alta rotatividade de CIOs pode também recair sobre aspectos próprios da evolução das empresas. Uma grande companhia, por exemplo, pode se fundir a outra e, com esse novo cenário, o gerente de TI precisará lidar, de modo hipotético, com novas estratégias, novas atribuições, setores que não são de seu interesse e, por consequência, declinam do cargo devido às mudanças em curso. Essa evasão também ocorre em razão dos CIOs não disporem, em alguns casos, do orçamento necessário para realizarem aquilo que acreditam ser a melhor estratégia para a companhia ou por discordarem da linha de trabalho que a empresa passou a adotar.

É natural que a dissonância entre CIOs e o aceleramento tecnológico das empresas provoque esse constante rodízio entre gestores de TI. Assim como as corporações passam a se desenvolver digitalmente, ou se veem obrigadas a inovar por ocasião da Transformação Digital, os CIOs também devem buscar essa evolução. No entanto, essa jornada pode ser, às vezes, descompassada e, enquanto impõe-se às empresas a necessidade de inovação para crescerem, seu gestor de TI permanece estagnado, provocando o desligamento da relação do CIO com a Corporação.

Ademais, o momento vivido pelo mercado das médias e grandes corporações é de constante desafio para os CIOs. As funções que devem ser exercidas por quem ocupa o cargo máximo no setor de TI de uma empresa se tornam cada vez mais difíceis e complexas, exigindo do profissional habilidades que vão muito além de seu conhecimento técnico e da sua facilidade para lidar com a tecnologia. Mais do que isso, um CIO deve adquirir perspicácia empresarial, visão estratégica e capacidade de liderança. Sob esse contexto, lista-se, a seguir, 5 razões pelas quais diretores de TI são demitidos ou desistem de seus cargos.

 

1 – Desafios de cumprir uma função dupla

Tradicionalmente, as companhias segmentam um único setor para se responsabilizar pelas estratégias digitais do negócio e outro que fica focado somente nos aspectos empresariais da TI. Nesse contexto, existe um líder para cada um desses setores. Entretanto, nos novos modelos de negócio é mais usual que as organizações atribuam a um único CIO a função total do gerenciamento de TI, tanto no setor digital como no empresarial.

Nesse cenário, o CIO deve liderar a TI interna e impulsionar a inovação de produtos e serviços digitais da empresa, tornando sua missão muito mais difícil. Essa dupla função do cargo também concentra um maior risco para o CIO, visto que uma única pessoa tem que lidar com duas frentes fundamentais à empresa. Tendo isso em vista, qualquer falha nessa liderança pode custar muito caro à companhia e, por consequência, derrubar o diretor de TI. Do mesmo modo, atingir o sucesso nesse cargo de alto risco também pode culminar na saída do CIO, já que a obtenção de notáveis resultados no mercado corporativo pode despertar o desejo de outras empresas por aquele profissional.

 

2 – Quebra de expectativa das corporações

Outra razão típica para a desistência ou demissão de CIOs é o fato de que nem todos conseguem executar as estratégias da empresa sob os prazos de um cronograma extremamente acelerado. É comum que o presidente de uma organização espere por resultados efetivos, a partir do aumento da produção de softwares ágeis, entre 6 a 8 semanas. Enquanto isso, também é usual que o diretor de TI consiga apresentar melhoras significativas somente a partir do sexto mês subsequente às mudanças implementadas. Esse cenário gera uma quebra de expectativas entre o que a companhia espera e o que o CIO consegue entregar, resultando no rompimento dessa parceria.

 

3 – Resistência à mudança

A incapacidade de não se adaptar às mudanças do mercado e da própria empresa é, também, um dos motivos fundamentais para a queda de CIOs em grandes corporações. Isso se equivale a dizer que a filosofia de trabalho do diretor de TI deve estar minuciosamente alinhada às novas perspectivas do mercado corporativo e também às expectativas da companhia.

Por exemplo, uma empresa que precisa de mudanças efetivas num curto período de tempo deseja que seu setor de TI seja liderado por alguém com esse perfil. Caso o profissional recrutado seja um burocrata, que não consegue dar velocidade aos processos da empresa, essa relação estará fadada ao fracasso e, novamente, o cargo de CIO estará em risco.

4 – Visão estratégica contraditória

Um diretor de TI que pensa um determinado aspecto de sua função, como a transformação digital, de forma muito distinta às pretensões da empresa, certamente perderá ou desistirá do seu cargo em pouco tempo. Alguns CIOS lidam com a ideia de transformação digital, por exemplo, como um meio para se conectar com os clientes e gerar receita, enquanto outros enxergam isso como uma forma de reduzir os custos e melhorar a eficiência operacional. Caso haja algum desalinhamento com aquilo que a companhia pretende, esse líder será substituído ou ele próprio buscará novas oportunidades.

 

5 – Estagnação

O processo de estagnação é bastante comum na relação entre companhias e CIOs. Por mais que as empresas muitas vezes desejem algum líder de TI que exerça seu cargo por um longo período de tempo, o surgimento de uma certa zona de conforto durante esse processo pode ser inevitável. Nesse cenário, é natural que a organização de TI de determinada companhia, sob a mesma liderança por anos seguidos, entre em estágio de estagnação, sobretudo se esse chefe de TI não tiver preparado sucessores.

Agora que você já sabe os 5 motivos principais que levam CIOs a perderem ou desistirem de seus cargos, pretende reorganizar sua carreira? Pensa em organizar de outra forma as estratégias de TI em sua empresa? Compartilhe sua visão a esse respeito na seção de comentários.

 

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