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5 passos para definir o preço de venda justo

Redator MPE | 21 de fevereiro de 2017

Realizar a precificação de produtos e serviços não é uma das tarefas mais simples na vida de um empreendedor. Para que um preço justo e competitivo seja estabelecido, muitos detalhes precisam ser analisados e combinados, o que acaba gerando inúmeras dúvidas para os donos de micro e pequenas empresas.

Dois aspectos distintos, chamados de mercadológico e financeiro, precisam ser levados em conta para a determinação de um preço de venda que atenda as necessidades do empresário e do consumidor. O primeiro baseia-se no cálculo de custos e despesas, e o segundo na análise do segmento de atuação, clientes e concorrência. Juntos, eles oferecem o equilíbrio que o processo de precificação exige e garante que os valores estipulados sejam ao mesmo tempo atrativos e lucrativos.  

Confira a seguir 5 passos considerados essenciais para a definição do preço de venda justo e que pode ser aplicado tanto para produtos quanto para serviços.  

1. Avaliação de custos

Para começar, é preciso conhecer muito bem todos os custos envolvidos quando um produto ou serviço é oferecido no mercado. No caso de empresas que trabalham com a venda de itens de fabricação própria, todos os gastos com matéria-prima, por exemplo, precisam ser contabilizados. Já em negócios em que os produtos são terceirizados, o que precisa ser levado em conta é o custo de aquisição. Para empresas que oferecem serviços, a mão de obra dos profissionais envolvidos é o principal fator que deve ser avaliado pelo empresário.

2. Avaliação de despesas

Na avaliação de despesas, aquelas consideradas fixas, como aluguel, energia, internet e salário de funcionários, por exemplo, são as primeiras contabilizadas para definição do preço de venda. Como o próprio nome diz, esse tipo de despesa será gerado durante todos os meses, independente do número de produtos ou serviços comercializados. É preciso também levar em consideração as despesas variáveis, ou seja, aquelas que variam de acordo com a demanda de clientes, como taxas referentes a transações via cartões de crédito e débito e gastos com embalagens, por exemplo.

3. Tributação

Entender o sistema tributário no qual a sua empresa se enquadra é o ponto de partida quando o assunto é tributação, uma vez que existem diferenças significativas entre as três modalidades disponíveis, conhecidas como Simples Nacional, Lucro Real e Lucro Presumido. Além disso, conhecer todos os tributos que incidem no preço de venda bruto de produtos, como ICMS, por exemplo, e ISS, no caso de serviços, é importante para que o valor delimitado consiga suprir esse tipo de custo.

4. Faça a estimativa do lucro desejado

Incluir a margem de lucro pretendida na comercialização de produtos e serviços é essencial para que o empreendedor consiga ver o retorno esperado do seu negócio. A taxa de lucratividade precisa ser justa, sem exageros e deve ser calculada de forma individual, ou seja, cada produto ou serviço tem a sua própria margem de lucro, que normalmente gira em torno de 15%.

5. Fique de olho no mercado

Depois de levar em conta todos os custos, despesas fixas e variáveis, impostos e margem de lucro é importante olhar para o mercado e observar como os principais concorrentes se comportam. Essa é uma atitude que ajuda a balizar o preço de venda adotado pela sua empresa e entender se existe a necessidade de ajustes no mesmo. Vale a pena lembrar que essa análise do mercado deve estar sempre pautada pela forma como o empresário deseja trabalhar. Ter um preço competitivo é importante, caso a escolha seja entrar na concorrência por preço. Mas se o apelo da sua empresa é tornar-se conhecida pela capacidade de diferenciação, os valores praticados podem destoar da média praticada pelos concorrentes.

A falta de conhecimento e de eficiência no controle operacional do dia a dia para a identificação de custos e despesas levam muitas empresas a precificar de forma indevida seus produtos e serviços. Por isso, é essencial conhecer as técnicas de custeamento e colocá-las em prática para que o preço de venda consiga manter a empresa com as finanças em dia e em plenas condições de se manter no mercado.

Tem alguma sugestão de outra técnica que pode ajudar nesse processo de precificação? Compartilhe conosco nos comentários.

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