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10 tendências de BI (Business Intelligence) que podem transformar o seu negócio

Conheça mais sobre esse conceito e entenda como o tratamento de dados pode ser usado em benefício dos negócios

17/maio
Cristina Cruz

Os desdobramentos gradualmente implementados pelo novo milênio levaram o universo corporativo a uma era em que o conhecimento se configura como o maior ativo de qualquer organização. Fato é que, com a disseminação das informações, comandada principalmente pela digitalização, expansão da banda larga, mobilidade, pelos serviços em nuvem e formação de um público cada vez mais online, todos passaram a ter acesso a uma infinidade de dados.

Mas o simples acesso a esses dados soltos não quer dizer nada. A questão é saber como transformá-los em inteligência a partir de informações estratégicas que possam permitir ao gestor dar um passo à frente da concorrência. Nesse contexto, o Business Intelligence (BI) surge como a resposta para preencher essa lacuna. Conheça a seguir mais informações sobre em que consiste o BI, como é possível implementá-lo, quais são os custos dessa ação e as tendências de inteligência que podem fazer toda a diferença em um negócio.

Por que é preciso investir em recursos de inteligência?

Imagine um centro de reparo automotivo de grande porte com alvo em frota empresarial (B2B) que gasta duas horas para fazer a higienização do ar-condicionado dos veículos, serviço pelo qual obtém um lucro de R$100. Suponha agora que essa mesma oficina trabalhe também com sistemas de diagnóstico ABS e airbag, além de reavaliação da injeção eletrônica, serviços esses que lhe rendem R$80 de lucro em uma hora de trabalho. Nesse caso, mesmo ganhando um valor menor por serviço, a partir de quantos clientes passaria a ser mais interessante focar apenas em diagnósticos de airbag e verificação de injeção eletrônica ao invés de focar em higienização de ar-condicionado?

Consegue imaginar o quão complexo é tomar essa decisão? Para fazer um estudo realmente detalhado e minimizar as possibilidades de erro, é preciso que um complexo cruzamento de dados seja feito. Nesse caso, seriam consideradas as horas trabalhadas, o lucro líquido por cada serviço, a média de procura para cada uma dessas avaliações, além de uma investigação de preço e qualidade da concorrência.

Esse exemplo serve para explicar que, independentemente do tamanho da empresa, o mundo dos negócios lida hoje com uma quantidade imensa de variáveis, leque que separa os bem-sucedidos daqueles que se encontram estagnados no mercado. Assim, ainda que decisões cotidianas pareçam  simples, existe um oceano de questões que devem ser cruzadas e analisadas, a fim de otimizar recursos e investir em ações que realmente gerem resultado.

O que é Business Intelligence (BI)?

Business Intelligence, termo que se tornou febre nas empresas nos últimos anos, refere-se simultaneamente a um conceito e a uma aplicação. Diz respeito tanto à importância de coletar, organizar, processar e analisar os dados que fazem parte do universo da empresa, quanto ao uso de  softwares de alta capacidade de processamento que são capazes de realizarem esse trabalho analítico, gerando informações estratégicas.

As tecnologias de BI podem suportar uma imensa quantidade de dados não estruturados e de fontes internas e externas. O grande segredo dessas soluções está na possibilidade de interpretar todas essas variáveis em velocidade e precisão muito superiores às que o mais genial dos gestores seria capaz de conseguir. Portanto, Business Intelligence significa proporcionar inteligência gerencial ao negócio.

A história do BI está profundamente ligada à existência de sistemas transacionais, como ERPs (sistemas de gestão empresarial), CRMs (gestão de relacionamento com o cliente) e Supply Chain Management (gestão inteligente da cadeia de suprimentos). Com tantas fontes de geração de dados preciosos, tornou-se essencial ter um software que possibilite integrar as informações provenientes de diversas fontes em uma única plataforma, a fim de relacioná-las para identificar, desenvolver e originar novas oportunidades de negócios.

Na prática, esse processo gradativo de implantação de sistemas informatizados nas empresas, que começou na década de 90, produziu um imenso estoque de dados, com lógicas próprias e dificuldades de integração. O boom da internet, que teve início nos anos 2000, e o fortalecimento da era digital intensificaram essa geração e coleta de dados, dando origem ao conceito de Big Data. Porém, de nada adianta acumular dados e não usá-los de forma inteligente e a favor dos negócios. Por isso,  o surgimento do BI foi importante para conseguir solucionar essa demanda de análise.

Foi por meio do desenvolvimento de múltiplas tecnologias e ferramentas que se tornou possível criar, a partir dos dados, um profundo ambiente de conhecimento voltado para a produção sistemática de informação gerencial, obtida de forma rápida e consistente. Tudo isso fez com que as empresas que implementavam as práticas de BI em seus processos se tornassem mais competitivas e aumentassem seu poder de mercado.

Inicialmente empregado apenas em âmbito estratégico, o Business Intelligence já vem sendo utilizado também nos níveis operacional, tático e estratégico das organizações em tarefas, como identificação de falhas nos processos produtivos, reformulação de campanhas de marketing e criação de planos de expansão.

As ferramentas de BI

As primeiras ferramentas de BI surgiram ainda nos anos 1970. Por serem de difícil manuseio e apresentarem altos custos de implementação, elas só ficaram mais populares com o desenvolvimento dos bancos de dados relacionais, interfaces gráficas e dos computadores pessoais. Nesse momento, os fornecedores de soluções voltadas para a inteligência de negócios passaram a trabalhar na criação de uma diversidade de produtos mais amigáveis, com custos reduzidos e maior nível de eficiência aos gerentes e diretores corporativos.

Seguindo neste caminho, o avanço das tecnologias digitais e o surgimento de nos serviços, como o Software como Serviço (SaaS), Cloud Computing e os super processadores, fizeram com que o BI se desdobrasse em inúmeras ferramentas que explicam sua alta capacidade de análise. Conheça a seguir algumas delas e como funcionam:

  • Data Mart: trata-se de um pequeno armazenamento de dados que fornece suporte à decisão de um grupo restrito de pessoas, uma espécie de pequeno Data Warehouse. Por cuidar da solução de problemas locais ou departamentais, apresenta baixos custos e implementação mais rápida se for comparado ao Data Warehouse, servindo inclusive como teste para sua implantação.
  • Data Warehouse: com um ambiente estruturado, escalável e de alta capacidade de armazenamento dos dados, fornece soluções gerenciais em todos os níveis. É projetado para dar suporte à análise de dados de múltiplas aplicações, os quais são sumarizados, agregados e correlacionados para uma análise rápida e precisa.
  • On-Line Analytic Processing (OLAP): é estrutura que oferece condições para análise de dados on-line, capaz de responder aos questionamentos da alta direção da empresa, bem como de seus gerentes em função dos desafios do negócio. Possibilita uma análise dinâmica e multidimensional dos dados consolidados em um Data Warehouse, por exemplo.
  • Data Mining: processo de BI destinado a extrair informação de abrangência máxima e que preencha requisitos de validade a partir de uma grande base de dados. Por meio de algoritmos complexos e técnicas estatísticas, é usado para ajudar na tomada de decisões que são essenciais aos negócios. Para se ter uma ideia da capacidade de processamento de um Data Mining, enquanto o cérebro humano é capaz de efetuar até 8 comparações simultâneas, ele  é capaz de expandir esse rol de possibilidades ao infinito, gerando decisões muito mais precisas.

Esse conjunto de ferramentas demonstra o quanto as organizações podem ganhar ao fazer uso do Business Intelligence, uma vez que, ao adotar esse tipo de solução, a vantagem competitiva em relação aos principais concorrentes, que ainda trabalham com decisões puramente manuais, se mostra incomparável.

Os indicadores de desempenho

Apesar de muitas organizações investirem no uso da inteligência de negócios, nem todas sabem interpretar seus indicadores de desempenho corretamente, o que pode acabar comprometendo o uso da solução. De início, cabe aqui a distinção entre métricas e indicadores de desempenho, também conhecidos como KPIs. Enquanto os primeiros se referem a dados brutos, armazenados em um Data Warehouse ou Data Mart, os indicadores de desempenho estão um nível acima, configurando-se como indicações de movimentos calculados a partir das métricas.

A análise das métricas por uma solução de inteligência gerencial resulta na elaboração de indicadores de desempenho, que devem ser corretamente interpretados a fim de subsidiar a criação de metas, que, por sua vez, nortearão o crescimento da organização. Os indicadores de desempenho, além de avaliarem a performance da empresa, auxiliam na análise de tendências, melhoria contínua da organização e na revisão de processos, tornando o negócio mais capacitado para a expansão em qualquer que seja o segmento.

Os benefícios do BI na gestão das empresas

Como foi mostrado até aqui, as ferramentas de Business Intelligence conseguem transformar dados em linguagens de fácil assimilação e interpretação, permitindo maior compartilhamento de informações entre gestores e colaboradores. Portanto, o BI consegue facilitar também o processo de gestão das empresas, tarefa essa que exige tempo e dedicação por parte das pessoas que estão à frente das empresas. Conheça as sete principais vantagens de se investir em inteligência de negócios e quais os benefícios práticos ela pode proporcionar.

1. Planejar com maior efetividade: quem trabalha com inteligência de negócios faz a gestão da empresa e seu planejamento sem se pautar em intuições, mas tomando como base sólidas pesquisas e análises estatísticas, fincadas em centenas de milhares de variáveis.

2. Tomar decisões embasadas: o BI trabalha com relações de causa e efeito, usando algoritmos, análise combinatória, série histórica e outras ferramentas matemáticas. Com isso, conjuga dados capturados de sistemas internos, bem como variáveis externas, como dados macroeconômicos, informações do mercado ou da concorrência. Ao considerar tudo isso, proporciona embasamento para o processo de tomada de decisões.

3. Conhecer melhor seus processos: a análise de dados tangencia todos os processos internos da empresa, do nível operacional às mais importantes decisões estratégicas. Com isso, é possível rever processos, eliminando etapas redundantes, erros de fabricação e sobreposição de atividades, análises essenciais antes da aplicação de uma política de downsizing, por exemplo.

4. Controlar melhor receitas e despesas: a gestão da empresa alcança níveis de excelência quando todos os processos e atividades passam a ser integrados e visualizados de forma holística, em uma única plataforma. No caso de dados financeiros e contábeis, integrar a realização de despesas com as informações do estoque, as receitas com o fluxo de caixa e o planejamento de investimentos e as alterações patrimoniais com balancetes das empresas, ajuda a dar uma visão completa sobre sua saúde financeira, bem como sobre a forma de administração dos recursos.

5. Avaliar a performance dos colaboradores: a aplicação de uma ferramenta de Balanced Scorecard (BSC) pode ser facilitada com o uso de soluções de BI, uma vez que elas conseguem integrar as perspectivas do BSC (processos internos, clientes, crescimento, financeiro e aprendizado), mesclando-as com dados da performance da organização. Isso permite um diagnóstico mais preciso da atuação de cada colaborador.

6. Acrescentar agilidade à análise de dados: a alta tecnologia e a grande capacidade de armazenamento e de tratamento de dados do BI permitem a geração de informações gerenciais em alta velocidade. Essa agilidade é ideal para um universo corporativo que precisa de decisões rápidas, praticamente em tempo real.

7. Rapidez no retorno sobre o investimento: embora seja uma  métrica variável, que depende de diversos fatores internos e externos, pesquisas da área acadêmica apontam que o retorno sobre investimento (ROI) na área de tecnologia costuma ficar em torno de 50% do valor aplicado, o que dá uma ideia do valor agregado da TI nos processos internos de uma organização.

Como implantar projetos de Business Intelligence

O processo de implementação do BI deve ser feito por especialistas em inteligência de negócios, Cloud Computing e hosting dedicado. Isso é importante porque esses profissionais conseguem ter dimensão da área de TI como um todo, algo que é extremamente necessário para a condução das etapas a seguir:

Passo 1 – Mobilização dos stakeholders: o segredo para o sucesso na implementação de projetos de Business Intelligence está na padronização de dados. Mas, se quem geralmente alimenta os sistemas são os stakeholders, o primeiro passo nesse processo consiste na conscientização coletiva. Essa fase passa, de início, pelo patrocínio e envolvimento profundo da alta direção e gerência. Posteriormente, são fundamentais palestras coletivas, reuniões de orientação (por departamento), trabalho de disseminação ideológica por meio de ações de endomarketing e monitoramento permanente com toda a equipe.

Passo 2 – Levantamento de necessidades informacionais: quais são as informações mais importantes a serem levantadas? O que se quer responder por meio do Business Intelligence? Essa é a etapa de listar os objetivos, ainda que não existam dados reais para subsidiar a busca.

Passo 3 – Definição dos requisitos de informação: entrevistar gestores de departamentos no intuito de compreender quais os sistemas computacionais existentes, onde estão e qual a qualidade dos dados, bem como as lacunas a serem preenchidas por meio da futura arquitetura de Data Warehouse é o foco. Aqui serão confrontados a viabilidade dos objetivos traçados com os dados existentes na rede computacional da empresa, etapa essencial na identificação das necessidades que nortearão a construção da solução de BI.

Passo 4: Implementação efetiva da ferramenta: a implementação é a fase que precisa lidar com a construção, os posteriores testes e as consequentes tentativas de adoção de melhorias na integração do BI com outros sistemas empregados na gestão.

Passo 5: Disponibilização aos usuários: etapa de entrega do produto ao usuário final. Nessa fase, também é implementado o processo de capacitação dos gestores e analistas que irão utilizar a ferramenta no dia a dia, a fim de que se tornem capazes de extrair o que de melhor o BI pode oferecer e, enfim, obter informações que assegurem vantagem competitiva ao negócio.

Passo 6: Processo de retroação: a retroação consiste na melhoria contínua dos módulos e das funcionalidades da ferramenta, personalizando cada vez mais seus recursos de acordo com o contexto da empresa.

Durante esse passo a passo para a implementação de projetos que fazem uso de BI, é preciso estar atento aos erros cometidos e que atrapalham o funcionamento efetivo das ferramentas de análise. Saiba quais são as falhas que devem ser evitadas durante esse processo:

  • Adotar soluções BI antes de saber o que se quer obter com elas;
  • Resistência dos usuários em relação à padronização, digitalização e preenchimento completo dos dados que circulam na empresa;
  • Não escolher um fornecedor de excelência no mercado de Business Intelligence;
  • Nutrir dados incompletos em sistemas, planilhas e programas de cadastro;
  • Implementação dos projetos de Business Intelligence sem contar com o apoio efetivo da alta direção;
  • Não mudar a cultura de gestão de dados na empresa;
  • Usar a inteligência de negócios sem integração com outros sistemas e aplicativos;
  • Não contar com o acompanhamento de uma empresa especializada.
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As 10 maiores tendências em inteligência de negócios

De acordo com dados de um levantamento realizado pelo Gartner, 36% dos 227 líderes de TI de organizações da América Latina consideram que Business Intelligence e Analytics estão entre as três maiores prioridades de investimentos em tecnologia para 2017. E uma das principais razões que motivam esse movimento está relacionada ao poder de estruturação de informações que o BI oferece aos negócios.

Nesse contexto, conheça as 10 maiores tendências de inteligência de negócios que já estão sendo adotadas pelas organizações e que prometem crescer ainda mais nos próximos anos:

1. Narrativas de dados em substituição a painéis estáticos

Esse é o início de uma era em que os dados se tornam combustível para o surgimento de sistemas cada vez mais interativos, que transformam relatórios e gráficos complexos em apresentações dinâmicas e flexíveis. Isso assegura maior facilidade de compreensão de indicadores e mais rapidez na análise de cenários.

2. Internet das Coisas e análise de dados em tempo real

A disseminação da Internet das Coisas facilitará a obtenção de análises de comportamento de mercado e processos internos em tempo real. Isso contribuirá para a otimização de procedimentos internos, verificação de falhas e melhora na abordagem ao consumidor.

3. Inteligência de negócios no modelo self-service

O autoatendimento na análise de dados vem ganhando força e promete se consolidar nos próximos anos, especialmente em função da necessidade de se obter insights cada vez mais rápidos. Trata-se da possibilidade de o usuário acessar e trabalhar as informações corporativas de forma integral, sem o intermédio de um profissional de BI. Nesse caso, as novas interfaces desenvolvidas permitirão ao gestor ser seu próprio cientista de dados.

4. Dados tão valiosos quanto o petróleo

Segundo o americano Paul Weiskopf, importante estrategista de negócios, o mundo vive uma espécie de guerra entre as corporações, que querem obtere acesso e uso exclusivo sobre determinados dados. É o desenvolvimento de um comportamento monopolista sobre a capacidade de cidadãos e empresas acessarem informações que podem ser úteis no ganho de vantagem competitiva dos gigantes do mercado.

5. Expansão dos centros de excelência de dados

Muitas empresas criarão centros de excelência de dados internos para adotar o autoatendimento em analytics, além de implementar a cultura de dados na organização. Esses centros informarão o workflow de todo o ambiente corporativo, assim como assegurarão a obtenção das melhores informações gerenciais do mercado.

6. Democratização do BI a empresas de todos os portes

O fornecimento de soluções de inteligência de negócios via SaaS torna possível, mesmo até às empresas de pequeno porte, utilizar analytics para obter insights sobre seus empreendimentos.

7. Analistas de dados em todos os níveis da organização

A inteligência de negócios passará a ser um elemento básico, inclusive nos níveis operacionais. Assim, diretores, gerentes, encarregados ou até mesmo vendedores poderão utilizar as interfaces cada vez mais amigáveis das ferramentas para definir suas estratégias de atuação.

8. Analytics por meio do Hadoop é realidade

Até mesmo os mais imensos volumes de dados são analisados utilizando tecnologia baseada em SQL.

9. Business Intelligence totalmente móvel

A era da mobilidade impõe a popularização de soluções de inteligência de negócios que possam ser acessadas em questão de segundos por meio de qualquer dispositivo, seja um smartphone ou um notebook. Como todo o armazenamento de dados e a posterior análise costumam ser feitos em um data center descentralizado, tem-se a possibilidade de levar a inteligência gerencial para a tela de um tablet, permitindo ao gestor tomar decisões importantes com base na análise de dados mostrada em um dispositivo móvel. O desenvolvimento de soluções em nuvem tem facilitado a criação desse tipo de ferramenta, que tende a se tornar elementar em um curto espaço de tempo.

  1. Investimento do setor público no BI

A ciência de dados começa a ser usada gradualmente também pela administração pública, a fim de permitir aos gestores um processo de tomada de decisões mais preciso e ágil (seja relativo à alocação de receitas, ao direcionamento de investimentos ou ao eventual mapeamento de desvios que afetem o erário). Soluções em BI e Big Data já são usadas, por exemplo, na esfera federal, pelo Ministério da Justiça.

Apostas de Business Intelligence

No último ano, a cultura de autoatendimento em análise de dados passou a fazer parte da rotina das empresas quando o assunto é BI e, ao que tudo indica, continuará sendo muito utilizada. Conheça outras tendências de inteligência dos negócios, que segundo a Tableau Software, estarão em pleno desenvolvimento e uso.

  • Abordagem moderna de BI: a democratização da análise de dados é o novo padrão de BI. De acordo com o diretor de produtos da Tableau,  Francois Ajenstat, empresas de todos os tamanhos e segmentos continuarão usando plataformas confiáveis e escaláveis para gerar insights a partir dos dados gerados e coletados.
  • Análises colaborativas: a tendência é que as pessoas passem a compartilhar livros e fontes de dados interativos e em tempo real.  Essa ação irá facilitar o compartilhamento e a colaboração entre as equipes de trabalho, impulsionando os negócios.
  • Ampliação das análises: as ferramentas de BI passarão a fazer parte de todas as áreas da empresa, tornando-se parte do fluxo de trabalho de todos os profissionais. Essa ação conseguirá otimizar os processos e fará com que as informações cheguem ao conhecimento de todos da organização, independente de onde os colaboradores estiverem ou do cargo que cada um ocupa.  
  • Transição mais rápida para a nuvem: as plataformas de análise estarão cada vez mais centradas no mesmo local em que os dados são armazenados. Ou seja, as análises na nuvem serão consideradas as melhores opções, visto que são soluções mais rápidas e escaláveis.

A expansão da demanda por BI mostra o quanto as empresas estão despertando para a necessidade de incorporar soluções em inteligência de negócios em seus processos, adequando-se à nova era da análise de dados. Chamar o sucesso para fazer parte de seu negócio passa diretamente por saber usar os recursos computacionais do novo milênio, dando mais dinamismo e flexibilidade à empresa e reduzindo custos, ao mesmo tempo em que melhora a qualidade da oferta.

Tomar decisões corretas, empregando um universo de variáveis que os concorrentes não conseguem absorver, ter visão de futuro, enxergando que investir em TI em momentos de crise é a chave para se desvencilhar dos obstáculos também são ações primordiais. E o Business Intelligence tem relação íntima com essas ponderações.

E você, o que acha do uso de Business Intelligence nos negócios? Já implementa as ferramentas de análise no seu negócio? Compartilhe conosco sua opinião e experiência nos comentários!

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