Artigos Algar Telecom | 10 de agosto de 2016

Entenda o que é Neurobusiness: a nova forma de interação entre pessoas e negócios

Tempo de leitura: 5 minutos

De pequenas a grandes empresas, o objetivo principal é o mesmo: vender mais para expandir os negócios. Mas, como alcançá-lo mesmo em tempos de crise? Como entender a necessidade do público-alvo e traçar estratégias assertivas para que os produtos e serviços oferecidos sejam aceitos?

Não se preocupe se você não souber responder essas perguntas, o ideal é que você fuja das técnicas tradicionais para buscar as respostas. A explicação é que o mercado tem mudado e a forma de se posicionar nele também. Existem estratégias com contexto científico que podem ser utilizadas para melhorar o posicionamento da marca, ampliar as vendas e se tornar um grande vencedor.

Para alcançar esse objetivo, é preciso estudar o comportamento da mente humana e, assim, compreender o que, de fato, seu público busca, o que sente e o principal: saber como ele reage a algumas ações. Mas, afinal do que estamos falando?

De NeuroBusiness. Ele une ciência e negócios ao usar os conhecimentos sobre o cérebro, a mente e o comportamento humano para fazer novos negócios, liderar, desenvolver e inovar. É a aplicação da Neurociência comportamental, cujo objetivo é entender o contato do organismo e os fatores internos -como pensamentos e emoções- ao meio e aos comportamentos visíveis, como fala, reações, sensações e gestos.

Embora pareça novidade, a técnica começou a ser estudada em 2000 e tem sido aplicada por empresas de diferentes setores da economia. Por um motivo bem simples: a forma de vender produtos e serviços mudou nos últimos anos.

Em um futuro bem próximo, segundo especialistas no assunto, os novos negócios não serão baseados no produto ou no consumidor, por exemplo, mas no ser humano. Isso quer dizer que para ter sucesso em qualquer negócio é preciso levar em consideração o entendimento sobre o comportamento da mente humana.

Por dentro do cérebro humano

Nosso cérebro é dividido em três partes: o cérebro (formado pelo telencéfalo e pelo diencéfalo), o cerebelo (na nuca) e o tronco encefálico, que é formado por mesencéfalo, ponte e bulbo.

Essas divisões e subdivisões demonstram como cada parte do cérebro funciona e quais delas são responsáveis por ações, sendo racionais ou emocionais. Entre elas, está o córtex cerebral. É ele o responsável por processar todos os sinais que vêm do corpo, além dos próprios sinais, que estão diretamente relacionados à memória, valores e projeções para o futuro.

Por isso, cientistas e pesquisadores do mundo todo tentam desvendar os mistérios dele, além de traçar o mapa do córtex cerebral. Recentemente uma pesquisa publicada na revista científica Nature, feita por cientistas da Universidade de Washington em St. Louis, nos EUA, revelou 100 novas regiões distintas em cada hemisfério do cérebro, somando um total de 360 áreas dentro do córtex cerebral.

Para chegar a essa conclusão, os responsáveis pelo estudo treinaram um classificador por meio de um programa de Machine Learning, que reconheceu as características de cada parte do córtex cerebral de 210 jovens e adultos saudáveis.

Embora tenha sido divulgado, a precisão do estudo é de 96,6% de precisão, o que ainda não é o suficiente para a ciência. Mas, já apresenta uma ideia do quanto o nosso cérebro é complexo e merece atenção.

Cérebro primitivo toma maioria das decisões

Entre os estudos da Neurociência está o comportamento da mente humana para a tomada de decisões. Em entrevista ao portal UOL durante o Fórum de NeuroBusiness em 2014, o espanhol Antônio Mimbrero disse que há o cérebro racional, que pensa, o médio, que sente e o primitivo e instintivo, que toma a maioria das decisões.

Ainda segundo o artigo, o foco principal é levar em consideração as características e saber como essa parte primitiva e instintiva funciona para que possa ser aplicada ao NeuroBusiness. Segundo Mimbrero, uma das características é que é totalmente egoísta e autocentrado.

“Uma empresa que, ao se comunicar com o consumidor, fala apenas de questões de mercado (ou seja, sobre ela mesma), por exemplo, não consegue atingir essa parte do cérebro. Mas, se ela mostrar que seu produto ou serviço pode deixar aquele consumidor melhor ou mais forte, ele vai se interessar”, disse ao portal.

Entenda como é feito

Agora que você já conhece como o cérebro humano funciona, é preciso entender que o objetivo principal do NeuroBusiness é ir além das tradicionais pesquisas de mercado, que geralmente são feitas por meio de questionários respondidos por diferentes tipos de pessoas e personalidades.

A estratégia é feita com medições por meio de equipamentos que captam os batimentos cardíacos e o arrepio da pele e acompanham o movimento dos olhos. Assim, é possível perceber as reações que não são ditas ou escritas.

Assim, é possível entender a verdadeira necessidade do cliente e aplicar esse conhecimento para garantir bons resultados para o seu negócio.  

Marketing também é ciência

Marketing e negócios andam lado a lado. Boa parte das empresas já entendeu isso e hoje tem ampliado o volume de investimento e criado estratégias de divulgação da empresa voltadas para o negócio. Com isso, surge o Neuromarketing, parceiro direto do NeuroBusiness.

É a aplicação de todo o estudo da ciência do cérebro voltada para o negócio. É por meio dele que se estuda uma maneira de divulgar melhor os produtos ou serviços e fazer com que o consumidor ou o público final se identifique com eles. Temos dicas especiais para você aplicar esse conhecimento ao seu dia a dia.

1 – Use imagens

Já ouviu a famosa frase “uma imagem vale mais que mil palavras”. Pois é, aqui ela também é regra. Segundo cientistas, o consumidor tende a se lembrar muito mais de imagens do que de textos.

2 – Aposte em histórias

Você já ouviu falar em Storytelling? É uma estratégia de usar uma história para se comunicar com o mercado. As pessoas tendem a se identificar mais com as histórias do que com informações do produto ou da empresa. Por isso, conte sua história para o seu público. Seja por meio de uma foto exposta ou uma frase simples como “essa empresa é de pai para filho”.

3 – Posicione-se de forma diferente

Aquela história de apresentar o quão bom o seu produto é, ficou para trás. Hoje, o consumidor busca algo que faça sentido para ele e que o faça se sentir especial. É a parte primitiva do cérebro falando mais alto.

4 – Saiba o que o cliente quer

Mais de 80% da nossa comunicação é feita por meio de gestos e expressões. Por isso, esteja atento ao que o seu cliente está expressando na hora da venda. Se é falta de interesse, entendimento ou até nervosismo, tente acalmá-lo e deixá-lo mais aberto à sua proposta.

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