Artigos Algar Telecom | 19 de abril de 2016

3 mitos na gestão de Recursos Humanos em Projetos de TI

Tempo de leitura: 5 minutos

Gerenciar equipes e projetos não é tarefa fácil. Na maioria das vezes, é preciso que o gestor seja capaz de conciliar habilidades técnicas e pessoais a fim de conseguir finalizar prazos, elaborar estratégias e ter sucesso nas tarefas. Na prática, entretanto, não há uma fórmula ou modelo padrão, já que existem diferentes projetos, equipes, empresas e mercados que necessitam de estratégias de gerenciamento específicas.

O desafio pode ser ainda maior se tratando da área de TI, que sempre representou uma atividade estressante. Os profissionais do setor estão a todo tempo sendo desafiados a cumprir prazos, lidar com o inesperado e solucionar situações complexas. E o cenário ainda pode ficar pior, visto que a demanda só tende a aumentar, assim como a exigência com os candidatos, que deverão desenvolver novas competências para conseguir ocupar cargos estratégicos na companhia, como gestão, negociação e boa comunicação.

Além dessas dificuldades relativas à profissão, atualmente, o que ocorre é que os profissionais que atuam na área de tecnologia da informação passaram a conviver com algumas regras extraoficiais e que, com o tempo, se tornaram um senso comum no setor. Assim, o que se vê hoje é que quem opta pela carreira em TI está sujeito a algumas regras e comportamentos que nem sempre são encontrados em outros departamentos. A adesão cega a essas condutas padrão de TI pode ser bastante prejudicial para os profissionais e para a empresa em longo prazo.

Confira alguns desses mitos e quais são as verdades por trás deles:

Mito 1: TI é um segmento “jovem”

Atraídos pelo plano de carreira, pelos altos salários e grande demanda de profissionais, muitos jovens optam por estudar TI. Além disso, por terem crescido em meio a computadores, internet e tecnologia, apontam familiaridade com a área mesmo antes de entrarem no setor.

Embora exista o mito de que a TI é um segmento “jovem”, equipes formadas majoritariamente por profissionais juniores exigem maior atenção e dedicação do gestor. Também existem custos para a formação interna de profissionais de nível júnior, além das habilidades comportamentais, como comunicação e relacionamento interpessoal, capacidade de resolução de problemas e liderança que também são exigidas desses profissionais.

O gerenciamento pelo exemplo é essencial em equipes cuja média de idade mal ultrapassa os 20 anos. Levando isso em conta, a contratação de profissionais mais seniores pode ser estratégica e eficaz para elevar o nível de produtividade da equipe e atendimento de serviços, equilibrando habilidades como experiência e capacidade de inovação.

Mito 2: Certificações garantem qualidade

As certificações em TI demonstram que o profissional possui conhecimento técnico específico na área. E é o próprio desenvolvedor da tecnologia, como a Microsoft, que certifica que o profissional está apto a executar determinada função.

Sabe-se, inclusive, que as certificações são exigência por parte de alguns empregadores. No entanto, pelo fato do mercado ser tão competitivo, os profissionais sentem-se a todo tempo tentados a buscar cada nova certificação que aparece. Contudo, essas credenciais só têm valor quando associadas a alguma experiência.

Por isso, é ideal que o profissional busque por certificados que estejam de acordo com suas atividades atuais e aquelas vislumbradas no futuro. Certamente, existem candidatos que não possuem tantos certificados, mas que trabalham há muito tempo na área, tendo como ponto forte sua própria experiência, que também deve ser levada em conta no momento da contração.

Mito 3: É correto que a pressão e o estresse sejam naturalizados

Já é de conhecimento comum o alto nível de estresse que os profissionais de TI têm que lidar diariamente. Tamanha pressão é devida às muitas atividades e imprevistos. Apesar das empresas tentarem recompensar o funcionário entregando prêmios e adicionais por horas extras de trabalho, muitas vezes essa situação gera cansaço ou descontentamento.

A capacidade de gerenciar equipes e ajudá-las a lidar com situações de pressão é um componente essencial para o sucesso em curto e médio prazo. Entender que o estresse pode ser uma forma de motivação da equipe é um fator positivo, contudo, os funcionários têm um limite de cobranças aceitáveis, que, quando excedido, leva à falta de produtividade e de motivação.

Sendo assim, é aconselhável aos gestores que não foquem apenas nos resultados esperados, mas definam metas individuais para os profissionais, especialmente para que as pessoas enxerguem que se trata de um esforço compartilhado. Além disso, todos os envolvidos precisam ter um cronograma de quanto tempo durará a iniciativa, para que a pressão seja encarada como algo temporário.

No departamento de TI, o gestor precisa lidar com profissionais altamente qualificados, que precisam ser agrupados de acordo com as suas especializações. Por causa disso, o gerenciamento de equipes e projetos nessa área é mais complexo: exige o máximo de qualificação técnica, além da capacidade, por parte do gestor, de lidar simultaneamente com conflitos e demandas.

No entanto, muitas vezes, os gestores de TI dominam uma dessas duas habilidades. Pois, o que ocorre na prática é que ou o técnico faz carreira na empresa até chegar ao cargo de gerência ou algum profissional da área de negócios é posicionado para exercer essa função. Esses fatores, somados ao estresse e à alta quantidade de demandas culminam na geração desses e outros mitos, que acabam por tornar o cotidiano da profissão ainda mais difícil. Ao serem contestadas, essas inverdades deixam de ser disseminadas, o que se reflete em uma equipe melhor estruturada, que entende melhor os processos e consegue ser mais produtiva.

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