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28/fev
Cristina Cruz
Sua empresa possui um aplicativo? Então você deve conhecer a APM

Diferentes soluções em TI, como Cloud, Internet das Coisas, Inteligência Artificial, Business Intelligence, dentre outras, são tendências relativamente conhecidas no mercado empresarial e, há algum tempo, já despertam o olhar das gigantes do meio corporativo. Mas há outra solução que também merece destaque e investimento das grandes organizações: os aplicativos.

Considerados como soluções úteis e necessárias, os aplicativos, cada vez mais, figuram como a principal plataforma de conexão entre empresas e seus clientes. Inegavelmente, nos dias atuais, a aparência, a funcionalidade e o desempenho de um aplicativo corporativo causam um efeito direto nos negócios da marca.

Em um cenário no qual os aplicativos influenciam diretamente no modo como clientes se relacionam com empresas (e vice-versa), uma tendência que tem ganhado grande força no meio empresarial é o Gerenciamento do Desempenho de Aplicativos (ou APM, sigla em inglês para Application Performance Management).

Embora o APM tenha se originado especificamente no contexto da tecnologia da informação, esse gerenciamento de aplicativos tornou-se uma atividade fundamental para os negócios, principalmente às empresas de grande porte, que já têm encarado essa solução como um importante diferencial estratégico.

Otimização de WAN com APM

Aplicativos e softwares voltados para negócios são comumente disponibilizados de maneira centralizada para diversos locais a partir de uma rede de área aberta (WAN), ou por meio de uma nuvem. A partir do crescimento de soluções VoIP, aplicações multimídia, videoconferências e móveis aumentaram significativamente o tráfego de dados carregados por esse tipo redes. Nesse cenário, as WANs atuais são incapazes de lidar com essa intensa troca de informações: faltam a elas a largura de banda necessária para acomodar volumes mais altos de trânsito de dados e, como resultado, os números de latência também aumentam.

A forma mais comum para resolver essa problemática de queda no desempenho é adicionar mais banda, no entanto há uma solução mais moderna e eficaz: o uso de APM. Esse modelo de gerenciamento de desempenho de aplicações reduz transferências duplicadas de dados idênticos, aplica métodos inteligentes de compressão de dados e previne atrasos causados por sobrecarga desnecessária de protocolos de transferência.

Ao optar pelo método de APM, as velocidades da WAN podem aumentar em até 50 vezes, dentro da atual banda. Com o objetivo de garantir a alta qualidade da experiência de usuário, a APM analisa de forma contínua a infraestrutura de TIC, enviando alertas quando uma aplicação excede o tempo estimado de resposta, além de fornecer de forma rápida a visibilidade de problemas, como falhas e gargalos.

Definição de APM e mudanças necessárias

Em linhas gerais, o APM é definido como o processo de manter a experiência do usuário aceitável em relação a determinado aplicativo. O principal objetivo desse modelo de gerenciamento de aplicações é continuar mantendo a integridade e o bom funcionamento dos aplicativos. No entanto, as empresas precisam se preocupar com todos os detalhes que qualificam um aplicativo como suficientemente bom.

Como aplicativos e plataformas têm se tornado cada vez mais complexos, a necessidade de soluções de APM é grande. Essas soluções são capazes de monitorar e gerenciar o desempenho, a disponibilidade e a segurança do aplicativo em todo o seu ciclo de vida, medindo os tempos de resposta de usuários, componentes do aplicativo e transações específicas.

Para isso, as organizações devem saber que as práticas de APM têm evoluído nos últimos anos e que, cada vez mais, a experiência do usuário tem que ser aprimorada a fim de se construir uma relação mais próxima e de fidelidade entre marca e cliente. A seguir, apresenta-se as 3 gerações desse modelo de gerenciamento de aplicativos e como o APM tem se desenvolvido ao longo dos tempos.

Geração 1: o aplicativo

Em uma fase inicial, há cerca de 10 anos, o APM trabalhava fundamentalmente com métricas e painéis. As organizações utilizavam o modelo APM com o objetivo de monitorar o desempenho de um aplicativo, compilar os dados e reagir a quaisquer bugs ou problemas de performance.

Geração 2: a transação

No momento atual, em que figura a segunda geração, mas já com o processo de transição para a terceira em andamento, as empresas mudaram o foco da utilização de APM a fim de aprimorar os seus aplicativos. Nesse cenário, o ecossistema de aplicativos está mais complexo e interconectado. Ademais, as melhores práticas de APM têm como foco proporcionar o máximo de rapidez e eficiência para os logons, as pesquisas e outras transações.

Geração 3: o usuário

A partir da transição para a terceira geração, o foco de uso do APM também está se transformando e, num futuro próximo, as mudanças serão baseadas totalmente nos desejos do usuário. As empresas já percebem que a funcionalidade e a capacidade de utilização básica já não são mais suficientes para garantir uma proximidade com os seus clientes. Por isso, as organizações precisam remodelar os seus aplicativos a fim de proporcionar uma experiência inspiradora aos seus clientes e, consequentemente, fidelizar essa relação.

Desafios para o setor de TI

A partir do crescimento exponencial de interações digitais, os departamentos de TI das empresas agora são totalmente responsáveis pela experiência do usuário em seus aplicativos. Nesse contexto, a boa funcionalidade das aplicações é apenas um aspecto básico e necessário. Tendo isso em vista, os aplicativos corporativos precisam ir além, a fim de garantir ao cliente uma experiência única.

Por isso, as organizações precisam investir constantemente no aperfeiçoamento da prática do usuário, além de atender de modo mais próximo as necessidades dos clientes, sem que haja problemas de desempenho nas aplicações. A seguir, lista-se os 3 principais desafios que as empresas terão que enfrentar para garantir um bom gerenciamento de seus aplicativos.

Heterogeneidade

Os atuais departamentos de TI precisam lidar com uma enorme variedade de aplicativos, o que exige dos profissionais dessa área um certo nível de especialização.

Complexidade

Inúmeros aplicativos não estão mais conectados diretamente a um sistema de back-end. Por isso, os aplicativos dependem de um número cada vez maior de “saltos” para executar uma transação.

Expansão

A heterogeneidade e a complexidade contribuem para o problema de expansão. Para se ter ideia, um único aplicativo pode exigir centenas de componentes tecnológicos, dificultando a sua produção em larga escala.

Agora que você sabe dos desafios e da importância de gerenciar os aplicativos de sua empresa, a fim de que não haja erros de desempenho e que a experiência do usuário seja cada vez mais inspiradora, pretende aplicar a abordagem de APM em sua organização? A sua marca já oferece aplicativos com interfaces satisfatórias? Compartilhe as suas opiniões e experiências na seção de comentários.

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