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Conheça 7 maneiras de investir em startups

Algar Telecom | 6 de dezembro de 2016

Algumas pessoas acreditam que qualquer pequena empresa em seu período inicial pode ser considerada uma startup. Outras defendem o conceito de que é uma empresa com custos de manutenção muito baixos, mas que consegue crescer rapidamente e gerar lucros cada vez maiores. No entanto, há uma definição mais atual, que consegue satisfazer diversos especialistas e investidores: uma startup é um grupo de pessoas de perfil empreendedor, caracterizado pela autonomia, dedicação e risco, à procura de um modelo de negócios repetível e escalável – monetização feita através de produtos em escala quase que ilimitada e de baixo custo de manutenção –, normalmente apresentado em um cenário de incertezas e questões, que atraem e pedem por valor e inovação.

É justamente por esse ambiente de incerteza (até que o modelo seja encontrado) que tanto se fala em investimento para startups. Afinal, sem capital de risco é muito difícil persistir na busca pelo modelo de negócios mais adequado. Após a comprovação de que ele existe e a receita começar a crescer, provavelmente será necessária uma nova leva de investimento para essa startup se tornar uma empresa sustentável. Quando se torna escalável, a startup deixa de existir e dá lugar a uma empresa altamente lucrativa. Caso contrário, ela precisa se reinventar ou enfrentar a ameaça de morrer prematuramente.

Diferente do que diz o senso comum, startups não são somente empresas de internet. Elas só são mais frequentes online porque é mais barato criar uma empresa de software do que uma de agronegócio ou biotecnologia, por exemplo. Além disso, a web torna a expansão do negócio mais fácil, rápida e barata. Mesmo assim, um grupo de pesquisadores com uma patente inovadora pode também ser uma startup, desde que ela comprove um negócio repetível e escalável.

Algumas das maiores empresas do mundo começaram como startups, com pouquíssimo dinheiro e muito risco. Tropeçaram, erraram, se adaptaram e deram a volta por cima. O Google, a Netflix e o PayPal são ótimos exemplos de startups que atuam mundialmente e são bem-sucedidas. No Brasil, podemos citar a Conta Azul, que oferece gestão 100% online para micro e pequenos negócios, o Buscapé, que compara preços online e o Easy Taxi, um aplicativo para encontrar táxis.

Os tipos de investimentos em startups

Se para empresários é uma boa oportunidade de levantar capital, para investidores é a chance de diversificar as aplicações e arriscar uma valorização robusta no médio prazo – embora sempre haja o risco de a empresa não decolar. São várias opções, que vão desde bootstrapping – que é o autofinanciamento – até aceleradoras e venture builder.

Confira abaixo os principais tipos de investimentos em startups:

1 – Bootstrapping

Para aqueles que acompanham o mundo das startups, o bootstrapping é o primeiro passo dos investimentos. Neste caso, o empreendedor, ou o grupo de empreendedores, investe dinheiro do próprio bolso na empresa. Praticamente todas as startups começam com esse sistema até conseguirem investimentos maiores.

2 – Capital semente

Esta é uma boa fonte de recursos para empresas que ainda não estouraram, mas que já têm produtos ou serviços lançados no mercado e algum faturamento. O capital semente apoia startups em fase de implementação e organização de operações, muitos deles concebidos no seio das incubadoras de empresas. Neste estágio inicial, os aportes financeiros ajudam, entre outras funções, na capacitação gerencial e financeira do negócio.

3 – Investimento-Anjo

É o investimento efetuado por pessoas físicas com seu capital próprio em empresas nascentes com alto potencial de crescimento. O Investidor-Anjo tem como objetivo aplicar em negócios com alto potencial de retorno. O termo “anjo” é utilizado pelo fato de não ser um investidor exclusivamente financeiro que fornece unicamente o capital necessário para o negócio, mas por apoiar o empreendedor, aplicando seus conhecimentos, experiência e rede de relacionamento para orientá-lo e aumentar suas chances de sucesso.

4 – Aceleradoras

Apesar de serem um tipo moderno de incubadoras de empresas, as aceleradoras têm uma metodologia mais complexa. O processo para participar das aceleradoras é aberto, e essas geralmente procuram por startups consistindo de um time para apoiá-los financeiramente, oferecer consultoria, treinamento e participação em eventos durante um período específico, que pode ser de três a oito meses. Em troca, as aceleradoras recebem uma participação acionária.

A ACE (ex Aceleratech) é uma empresa que ajuda startups de tecnologia a crescerem mais rapidamente. Desde 2012, ano de sua fundação, a ACE já acelerou mais de 70 empresas, ganhando prêmios como Melhor Aceleradora de Startups do Brasil e da América Latina.

5 – Incubadoras

As incubadoras representam um modelo mais tradicional de investimento a partir de um projeto ou uma empresa que tem como objetivo a criação ou o desenvolvimento de pequenas empresas ou microempresas, apoiando-as nas primeiras etapas de suas vidas. O processo de incubação inclui ajuda com a modelagem básica do negócio, ajuda com técnicas de apresentação, acesso a recursos de ensino superior, entre outros.

6 – Venture Capital

É uma modalidade de investimento utilizada para apoiar negócios por meio da compra de uma participação acionária, geralmente minoritária, com objetivo de ter as ações valorizadas para posterior saída da operação. O risco se dá pela aposta em empresas cujo potencial de valorização é elevado e o retorno esperado é idêntico ao risco que os investidores querem correr.

7 – Venture Building

O modelo mescla características das incubadoras, aceleradoras e venture capital, sendo que fornece todo o planejamento estratégico, a captação de recursos financeiros e humanos e estrutura física. O objetivo de uma venture builder não é apenas criar um produto, mas construir um negócio. Geralmente, a participação de uma venture builder numa startup é grande, chegando a 80% da estrutura acionária na fase inicial.

Por que investir em startups

Para começar, o investimento é baixo e com grande potencial a longo prazo. Quando se investe em uma startup e ela dá certo, os lucros podem multiplicar o seu investimento inicial a longo prazo e acima da inflação. Ou seja, com uma aplicação pequena, você pode mais do que dobrar seus ganhos, se tiver a paciência de esperar alguns anos e ficar atento ao crescimento da empresa.

Investir em uma startup é apostar em uma ideia, por isso, se você é uma pessoa conservadora e não está disposta a assumir riscos, esse investimento pode não ser a melhor ideia. Entretanto, caso esteja disposto a apostar em busca de altos retornos, esse tipo de investimento pode ser um excelente caminho a seguir, mas é preciso entender bem do negócio no qual vai embarcar!

Se aprofundar em inovação pode ser um excelente primeiro passo. Existem instituições respeitadas no país, que oferecem cursos focados em inovação. A Universidade de São Paulo, por exemplo, lançou um conjunto de 64 videoaulas online sobre gestão da inovação. Os vídeos estão disponíveis na internet gratuitamente e foram produzidos pelo Núcleo de Apoio à Gestão da Inovação (NAGI), que é vinculado à Escola Politécnica.

As aulas trazem palestras de professores, especialistas e profissionais da área. O conteúdo está dividido em blocos de assunto e o usuário pode decidir seguir a ordem recomendada pelo curso ou não. São discutidos temas como a cadeia de valor da inovação e o empreendedorismo tecnológico de alto impacto. Os interessados podem conferir o curso completo no site do NAGI.

Também existe um conjunto de livros, blogs e treinamentos pessoais e à distância que podem ser muito úteis. Mas, primeiramente, faça uma reflexão sobre quais são as suas lacunas e o que você realmente precisa aprender. Durante esse processo, buscar uma mentoria pode ser uma boa pedida!

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